Moisés salva a Ponte Preta já nos acréscimos. Vitória é sempre vitória.

Time pontepretano vence São Caetano.Vitória é vitória e ameniza ambiente e vai fazer muito bem à Macaca

Moisés salva a Ponte Preta já nos acréscimos

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Vitória é vitória e ameniza ambiente. E aos somar três pontos com o resultado por 2 a 1 sobre o São Caetano, no ABC, a Ponte Preta encostou na Ferroviária com dez pontos, mas isso não significa que tenha boas condições de brigar por classificação se mantiver esse futebol bem aquilo que pretende o seu torcedor.

A Ponte ganhou o jogo graças a jogada individual do atacante Moisés, pela meia direita, aos 47 minutos do segundo tempo, com sequência de dribles e finalização.

Aí, lembrando aquele personagem da antiga propaganda da empresa Freios Vargas, questiona-se: precisava de tudo isso?

Precisava o time da Ponte Preta fazer o seu torcedor roer unhas e ficar raivoso ao longo da partida?

Entra e sai jogadores, com substituições durante a partida, e pouco coisa se modifica.

O time é dependente de alguns lampejos do meia Camilo, que invariavelmente se cansa no segundo tempo, e da individualidade de Moisés.

Vejam que a Ponte enfrentou o lanterna do Paulistão, pois esse São Caetano ganhou apenas dois pontos e dispõe de uma equipe extremamente limitada, tanto que o centroavante Walter, mesmo bem acima do peso, garante lugar na equipe o tempo todo, apesar de se arrastar a partir da metade do segundo tempo.

CORREU

Se tem uma coisa que ninguém pode discordar do time pontepretano é que correu o tempo todo.

Correu desordenado, abusou de erros de passes, continua carecendo de criatividade e efetividade dos laterais, mas correu.

Convenhamos que isso seria imprescindível para não se repetir aquela postura que irritou seu torcedor diante do Criciúma, pela Copa do Brasil.

FALHA DE VINHAS

A instabilidade do goleiro Ygor Vinha tem se repetido nas últimas partidas.

No forte chute do lateral Charles do São Caetano, em cobrança de falta, a bola foi espalmada para o campo de jogo, chegou a resvalar na trave, e, com o zagueiro Ruan Renato chegando atrasado no rebote, Caetano, zagueiro do São Caetano, marcou aos 16 minutos.

Aos 32 minutos o meia Camilo até empurrou a bola pra rede, após cruzamento de Niltinho, mas o VAR acusou posição de impedimento do atacante de beirada da Ponte, e o gol foi anulado.

Aí, sem que a Ponte criasse uma oportunidade sequer até então, o volante Brás se precipitou ao calçar Niltinho por trás, quase na linha de fundo, e cometeu pênalti apenas assinalado após o lance ter sido revisado pelo VAR, aos 47 minutos. Aí Camilo cobrou e empatou.

TRÊS CHANCES

Foi um segundo tempo de lá e cá, porém sem consistência para orgnização de jogadas contundentes de ambos os lados.

Meia Renan Motta, que entrou após o intervalo no lugar de Niltinho, teve chance em contra-ataque puxado por Moisés, com Camilo repassando o passe recebido, mas Renan desperdiçou.

Outra chance de gol – e igualmente sem aproveitamento – foi com o centroavante Paulo Sérgio, que chutou a bola no corpo do goleiro Luiz, aos 27 minutos. E quando a bola caiu no pé de Moisés já dentro da área, o chute não teve rumo.

Pela irregularidade da Ponte, que errava passes e não tinha o devido fluxo ofensivo, o São Caetano se encorajou com a hipótese de que pudesse chegar à vitória, mas sem qualidade para que o objetivo fosse atingido.

Assim foi castigado já nos acréscimos, quando aparentemente o jogo se encaminhava para o empate.