Mistério total! Todas as opções de Sergião para domingo
Campinas, SP, 2 (AFI) – As possibilidades que Sérgio Guedes (foto)tem para armar a Ponte Preta para a decisão de domingo, contra o Palmeiras, no Palestra Itália, são muitas, porém, o objetivo é um só: o título inédito. Pela importância da partida, o treinador pontepretano faz mistério total. Os treinamentos ao longo da semana, entretanto, deram algumas pistas de como a Macaca deve entrar para fazer história no Paulistão.
Desfalques certos são os zagueiros Jean, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e César, com uma entorse no joelho esquerdo. Por outro lado, o lateral-direito Eduardo Arroz e o meia Renato, que cumpriram suspensão na derrota por 1 a 0, em Campinas no último domingo, reforçam a equipe. O meia Elias segue uma incógnita. Sem sua dupla de zaga titular, Guedes pode improvisar.
Ele acenou com a possibilidade de recuar o volante Deda para a posição, ao lado de João Paulo. Bilica e Ricardo Conceição seriam os volantes. Se isto acontecer, a Macaca deve, provavelmente, repetir a formação da primeira partida, com três atacantes. Nesse caso, porém, só mudariam as peças.
Para aumentar o poderio aéreo, haja vista que no meio da semana o Palmeiras foi eliminado da Copa do Brasil, pelo Sport, com três gols de cabeça, Sérgio Guedes não descarta a possibilidade de entrar com o grandalhão Leandro. Wanderley ficaria para o banco.
“Existe a possibilidade de Deda na defesa e Leandro no ataque. O importante é o desejo dos atletas em participar da decisão”, afirmou Guedes.
Com essa análise, a Ponte iria para o campo com: Aranha; Eduardo Arroz, Deda, João Paulo e Vicente; Bilica, Ricardo Conceição e Renato; Luis Ricardo, Leandro e Danilo Neco.
Formação correta, atitude equivocada
Nos dias que antecederam a primeira partida da decisão, Sérgio Guedes também fez mistério, mas o Futebol Interior desvendou a forma que a Macaca iria jogar: com três volantes e três atacantes, recuando um deles para fazer o papel de armador. 
A idéia era boa, pois faltava material humano para substituir Renato e Elias. A atitude que o time demonstrou, porém, foi equivocada. Sem um homem de criação, a Ponte deveria sufocar o Palmeiras, marcando sob pressão a saída de bola do adversário. Não o fez. Pelo contrário.
Com Deda recuado para a função de terceiro zagueiro e Raulen atuando mais como um meia do que como ala, que é sua posição de origem, a Ponte chamou o Palmeiras para cima, e deu no que deu: 1 a 0 Verdão. Guedes pode até insistir no esquema, mas tem que tomar cuidado para não anular mais uma vez Luis Ricardo, seu principal atacante, que, muito recuado, sacrificou seu futebol para cumprir as orientações do treinador.
“Eu pedi para ele atuar um pouco mais recuado, sim, mas não tanto como ele fez. Mas não o culpei. Essa atitude demonstrou que ele estava muito afim de ajudar a Ponte Preta. E isso é muito importante para mim”, explicou o treinador.
Como um toque de mágica!
Alterando um só jogador, entretanto, o treinador muda completamente o estilo de jogo da equipe. Se optar por Alexandre Black, zagueiro de origem, Sergião jogaria com três volantes, liberando mais os laterais e o meia Renato (foto), deixando o time com dois atacantes somente.
Na defesa, Black, que não atua em uma partida oficial desde novembro de 2007, e João Paulo não terão problema com entrosamento. Eles treinam juntos desde o ano passado e quase sempre formaram a dupla reserva nos coletivos durante este Paulistão.
Nesse esquema, com dois zagueiros, três volantes e um meia, a função dos laterais Eduardo Arroz e Vicente será a de dar um apoio maior e constante ao ataque, pois terão a cobertura de Deda e/ou Bilica, dependendo de quem cair no setor. O outro volante, Ricardo Conceição, ficaria responsável pela marcação individual no meia Valdivia, assim como fez na partida de domingo passado, quando anulou o camisa 10 palmeirense.
Sob essa visão, a Macaca estaria escalada com: Aranha; Eduardo Arroz, Alexandre Black, João Paulo e Vicente; Deda, Bilica, Ricardo Conceição e Renato; Danilo Neco e Luis Ricardo.
Se Elias jogar…
Mesmo que as chances sejam mínimas, a torcida da Ponte ainda sonha em ver o meia Elias em campo no domingo. Nesta sexta-feira, o departamento médico, nas palavras de Sérgio, vetou o jogador. Mas o total clima de mistério não acaba com as possibilidades de escalação daquele que foi o principal jogador da equipe na primeira fase.
Habilidoso e insinuante com as bolas nos pés, Elias (foto) ainda ajuda na marcação e dá qualidade na saída de bola da defesa para o ataque. Ainda não recuperado totalmente de uma fratura na costela, ele, se jogar, vai estar protegido por um colete que estará debaixo do uniforme. E seu aproveitamento pode ser o diferencial da Macaca. Ao lado de Renato, formou a dupla de meias que conduziu o time campineiro à fase final do Paulistão.
Mesmo se jogar, Elias não está confirmado no meio-campo. Na última quinta-feira, com o auxílio de um analgésico, ele atuou no ataque ao lado de Luis Ricardo, deixando Danilo Neco como opção no banco de reservas. No meio, somente Renato como homem de criação e os Deda, Bilica e Ricardo Conceição. Caso Sérgio resolva mesmo improvisar Deda na defesa, Elias, com isso, voltaria para o meio e Neco retornaria à equipe titular.
Com Elias, a Ponte pode ser formada da seguinte maneira: Aranha; Eduardo Arroz, Alexandre Black (Danilo Neco), João Paulo e Vicente; Deda, Bilica, Ricardo Conceição e Renato; Elias e Luis Ricardo.
Opções não faltam para a Ponte buscar a conquistar do Paulista. Agora, qual é a melhor? Isso é com o técnico Sérgio Guedes, que conhece bem o elenco pontepretano, afinal, escolheu a dedo a maioria dos jogadores.





































































































































