Mirassol contesta "laudo particular" do Água Santa e espera que regulamento seja cumprido no Paulistão
Mirassol espera que o regulamento prevaleça e que seu clube posso ficar com a vaga do Água Santa, de Diadema, que está com dificuldades para a liberar seu estádio
A direção da FPF deixou para dar uma posição oficial sobre o caso na próxima quarta-feira, dia 11.
Mirassol, SP, 6 (AFI) – Um dia após o Conselho Arbitral do Paulistão Itaipava 2016, o presidente do Mirassol, o delegado Edson Eemenegildo, voltou a se manifestar de que “só espera que a lei seja cumprida”. No caso, ele espera que o regulamento da Federação Paulista de Futebol (FPF) prevaleça e que seu clube posso ficar com a vaga do Água Santa, de Diadema, que está com dificuldades para a liberação do Estádio Inamar, que passa por ampliação. A direção da FPF deixou para dar uma posição oficial sobre o caso na próxima quarta-feira, dia 11.
Como o time do Interior foi o quinto colocado no Campeonato Paulista da Série A2 de 2015 tem o direito de disputar o Paulistão caso haja alguma desistência ou eliminação de alguma agremiação. Para tanto, o dirigente se baseia apenas e tão somente, segundo ele, “em tudo que está escrito no regulamento e nas normas estabelecidas pela própria FPF, inclusive no regulamento geral das competições da entidade”.
ARTIGOS CITADOS
O cartola interiorano é do estilo que vale o “fio do bigode e a palavra”, mas foca suas atenções para tudo que está descrito na legislação esportiva.
“O regulamento do Paulista da Série A2 de 2015 é bastante claro. Os clubes vão garantir o direito de acesso, desde que cumpram os requisitos básicos. Nisso inclui o mínimo de estádio com capacidade para 10 mil pessoas. No nosso caso, no Estádio Maião (José Maria de Campos Maia), temos um laudo que nos libera para receber até 15 mil torcedores”.
Na verdade, em 2015 é que os números foram rebaixados. A exigência para a Série A1 – Paulistão – era de 15 mil, mas baixou para 10 mil. Série A2 são oito mil e Série A3 seis mil. Para a Segunda Divisão, o mínimo necessário são três mil lugares.
Neste aspecto, o “delegado” Ermenegildo não falha na leitura da legislação. Ele cita que o Artigo 7 da Série A2, em seu parágrafo 3.º, fica claro que além da conquista da vaga em campo o clube terá que preencher os requisitos básicos inclusos no artigo 33, que fala, justamente sobre a quantidade mínima que cada estádio deve ter para receber o público.
DATA PARA LAUDOS
E o detalhe que “Doutor Ermenegildo” mais ressalta é que o regulamento “reza que os laudos necessários devem estar aprovados até a data do Conselho Técnico (ou Conselho Arbitral)”, que aconteceu, justamente na quinta-feira, em São Paulo. “Isso tudo consta na alínea A, parágrafo 3º”.
O dirigente também contesta o laudo pericial entregue pela direção do Água Santa, perto das 19 horas, de quinta-feira, na sede da entidade.
“Não se pode apresentar um documento particular, com a assinatura de dois engenheiros. É necessário cumprir uma série de exigências como o laudo de segurança do Corpo de Bombeiros, da Vigilância Sanitária, da Defesa Civil e, por fim, da Polícia Militar”.
Segundo o presidente do Mirassol, “o documento apresentado pelo Água Santa é em cima do projeto e não de uma obra concluída e pronta dentro dos prazos estabelecidos”. Ele até cita que a legislação prevê a renovação anual de laudos até dia 30 de novembro, “mas nós sabemos que uma obra em andamento jamais pode receber estes laudos”, finalizou.





































































































































