Ministro condena cerveja à vontade na área VIP da FPF
Campinas, SP, 28 (AFI) – Passando por cima de uma lei estadual (9.470, de 27 dezembro de 1996) que proíbe o consumo de bebida alcoólica nos estádio e ginásios esportivos paulistas, a Federação Paulista de Futebol (FPF) liberou cerveja para seus convidados no camarote que organizou no Estádio Moisés Lucarelli, para a primeira partida da final do Paulistão, disputada no último domingo à tarde, em Campinas.
A atitude foi condenada pelo Ministro dos Esportes, Orlando Silva Júnior, representante do Governo Federal na área VIP.
“Está errado. Um dos grandes motivos da violência nos campos de futebol é o consumo de bebida alcoólica”, afirmou o Ministro, que não tinha visto nenhum copo de cerveja até olhar para trás e ver dezenas de pessoas consumindo a bebida.
O fato se torna ainda mais grave, pois na última sexta-feira, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) assinou um protocolo com o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais da Justiça que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em competições organizadas pela entidade. Apesar do Paulistão não ser organizado pela CBF, a lei estadual também veta o consumo. Mau exemplo, se a idéia de liberar cerveja foi mesmo da FPF.
Mas o episódio não é restrito somente à final. Em camarotes do Morumbi e outros estádios importantes do Brasil, é comum o consumo de cerveja por parte dos convidados.
O narrador Luciano do Valle, da Bandeirantes, se indignou com a diferença de tratamento.
“Momentos antes de iniciar a transmissão, fomos avisados de que a cabine que estavámos, ia ser usada como camarote para Federação Paulista de Futebol receber seus convidados. E ficamos em um local que chamaram de cabine, mas não era”.
Se fosse só cerveja livre…
Mas não era somente cerveja que os convidados da FPF, cerca de 170 pessoas, tinham acesso livre. As regalias eram de se espantar. Barraca de cachorro-quente, cafezinho e até massagem foram colocados à disposição da comitiva. Enquanto isso, os clubes das Séries A2 e A3 recebem ‘migalhas’ para disputar seis meses de competição.





































































































































