Mico do rebaixamento do Guarani tem um preço. Veja qual é!

Campinas, SP, 10 (AFI) – Tudo na vida tem preço. A Imprensa de Campinas e a torcida do Guarani já sabe quanto custa o “mico” de ser rebaixado para a Série A2. No caso do Bugre, custa R$ 70 mil, valor recebido adiantado pelo técnico Jair Picerni para “comandar” o descenso do time nesta temporada.

“O mico vale R$ 70 mil”, diz Alberto César Iralah, experiente cronista e comandante da equipe de esportes da Rádio Central de Campinas.

Desânimo total
Jair Picerni 0006 130O desânimo é total no Guarani, lanterna do Campeonato Paulista com apenas 11 pontos, e apontado como virtual rebaixado antes mesmo do início da 14.ª rodada. O próprio Jair Picerni (foto), contratado a peso de ouro, já não têm tanta disposição para motivar um grupo de jogadores que demonstra claramente sinais de entrega e aceitação ao descenso.

”Não é questão de mudar a atitude ou de dar um choque no grupo. O problema é mesmo a falta de um planejamento inicial, que está comprometendo diretamente os resultados dentro de campo. E os resultados não estão entrando mesmo”, reconhece Picerni, que recebeu adiantado R$ 70 mil para comandar o time por 45 dias. Este seria o valor do “mico”, uma vez que ele parece condenado a afundar junto com o elenco para a Série A2.

Índices comparativos
O seu antecessor, Roberval Davino, tinha aproveitamento de 38,3%. Na campanha global do time, foram conseguidas três vitórias, dois empates e oito derrotas, sete deles fora de casa onde o time não somou nenhum ponto.

Picerni contabiliza um saldo extremamente negativo, porque em quatro jogos, perdeu três (Santos – 3 a 1, Portuguesa – 1 a 0 e Mirassol – 3 a 1) e empatou apenas uma vez (São Caetano – 0 a 0). Seu índice de aproveitamento é de apenas 8,3%. Picerni assumiu o time na 10ª rodada, comandando o time no dia 21 de fevereiro, na Vila Belmiro, diante do Santos.

Próxima derrota?
Depois de perder para o Mirassol, por 3 a 1, o time campineiro tentará se reabilitar contra o Ituano, quinta-feira à noite, no Brinco de Ouro.

As torcidas organizadas se mobilizam para promover um protesto contra a diretoria. Já os dirigentes evitam o contato com a imprensa e nem têm comparecido a alguns jogos do time. O Brinco de Ouro está ficando cada vez mais vazio. Só resta saber quem será o último para apagar a luz.

Opinião Futebol Interior
Na ocasião em que a diretoria do Guarani resolveu demitir o técnico Roberval Davino (foto), o Futebol Interior alertou que a Roberval 0031 200troca seria um grande erro. E explicava. O clube optou por formar um elenco barato, de baixa condição técnica e deu a Davino toda liberdade para indicar seus comandados. Então deveria caber a ele “tocar” o time até o final. Debaixo de pressão, Davino até lançou um desafio:

“Duvido que Leão ou Luxemburgo consigam somar mais pontos do que eu com este elenco”.

Davino estava certo. E tinha a convicção de que poderia livrar o Guarani do rebaixamento. E sabia também que Jair Picerni seria apenas mais uma “vítima” do sistema. Não deu outra. O barco já afundou.