Mesmo recuada, estratégia da Ponte foi correta na vitória sobre o Coritiba
Basta uma vitória sobre o Avaí para que o acesso ao Brasileirão seja carimbado
Mesmo recuada, estratégia da Ponte foi correta na vitória sobre o Coritiba
Torcedor pontepretano está pouco ligando pela falta de um futebol técnico na vitória por 2 a 0 sobre o Coritiba, na noite desta terça-feira em Campinas. Interessa-lhe que o time chega à última rodada mais vivo de que nunca, dependendo de uma vitória sobre o Avaí para conquistar o acesso neste Campeonato Brasileiro da Série B.
Críticos de futebol até contestam o comportamento do time pontepretano, que admitiu um falso domínio do Coritiba, e deu preferência para jogar atrás da linha da bola, a partir do momento que abriu o placar aos quatro minutos, numa arrancada do lateral-direito Ruam. Aí, no cruzamento, o lateral coritibano Leandro Silva marcou gol contra.
Neste cenário, é preciso ser interpretado a acertada proposta que o treinador pontepretano Gilson Kleina colocou em prática.

O compartimento defensivo do Coritiba é extremamente lento, portanto um convite para que se seja explorado no contra-ataque quando desprotegido. E isso ocorreu no lance que originou o segundo gol, quando num toque objetivo o meia Matheus Vargas colocou o atacante Júnior Santos em condições de finalizar com sucesso, aos 38 minutos.
ADVERSÁRIO LENTO
Taticamente foi acertado o estilo adotado por Kleina, pois sabia-se de antemão que o time coritibano é lento, sem criatividade, alguns jogadores mal condicionados fisicamente, e que a bola seria rodada sem objetividade.
A rigor, mesmo em desvantagem no placar, durante o primeiro tempo, o Coritiba recuou excessivamente a bola, evitando jogadas de confronto direto e estilo vertical.
Logo, bastaria o sistema de marcação da Ponte não falhar para não correr risco, o que de fato ocorreu exceto em dois lances.
Primeiro em furada geral quando a bola se ofereceu ao volante Simião, dentro da área, e o chute foi na lua.
Depois quando Barcelos perdeu disputa pelo alto do lateral Leandro Silva, mas a cabeçada foi pra fora.
Afora isso, a Ponte soube se defender e criou magnífica troca de passes até que Roberto, na tentativa de finalização, foi travado aos 47 minutos do segundo tempo.
A inexpressividade do Coritiba ficou ainda mais evidente quando o imprudente volante João Vitor, da Ponte Preta, foi expulso por jogada violenta sobre Matheus Bueno, aos 13 minutos do segundo tempo.
Nem parecia que a Ponte passou a atuar com um homem a menos, pois o Coritiba não trabalhava a bola em velocidade.
Portanto, estratégia acertada de Kleina para que a Ponte não corresse risco, e tivesse chance de ampliar a vantagem, como de fato ocorreu.
CONTRA O AVAÍ
Certamente mesma estratégia será adotada diante do Avaí, principalmente se o adversário estiver na dependência de vitória.
O Fortaleza soube suportar a pressão do time catarinense no sábado passado. Resta saber se a Ponte também conseguirá.





































































































































