F1: Mercedes recorre a mecânicos afastados há 15 anos em Singapura

Mesmo diante das dificuldades, o time conseguiu manter a eficiência nas operações

O calor intenso, a umidade elevada e a qualidade do ar estiveram entre os fatores que dificultaram o trabalho nos boxes

Mercedes
Foto: Reprodução

São Paulo, SP , 20 (AFI) – A Mercedes precisou recorrer a uma solução incomum para manter o desempenho nas trocas de pneus durante o Grande Prêmio de Singapura de Fórmula 1.

A escuderia alemã convocou profissionais que estavam há 15 anos sem realizar pit stops em corridas para substituir integrantes da equipe que ficaram afastados por lesões e outros problemas. Mesmo diante das dificuldades, o time conseguiu manter a eficiência nas operações.

REVELAÇÃO

A revelação foi feita por Bradley Lord, vice-chefe da Mercedes, durante participação no podcast oficial da equipe, o Silver Arrows Radio Show. Segundo o dirigente, a sequência de três etapas consecutivas do calendário exigiu bastante dos profissionais, especialmente pelas condições climáticas e pelo desgaste provocado pelas viagens.

Os Grandes Prêmios do Azerbaijão, da Malásia e de Singapura formaram uma sequência particularmente exigente para as equipes. O calor intenso, a umidade elevada e a qualidade do ar estiveram entre os fatores que dificultaram o trabalho nos boxes.

MERCEDES MANTÉM BOM DESEMPENHO

Apesar das mudanças na formação dos mecânicos, a Mercedes conseguiu realizar paradas competitivas em Marina Bay. A segunda troca de pneus de Kimi Antonelli durou 2s26, resultado que colocou a equipe alemã entre as três mais rápidas da corrida.

A parada mais veloz foi realizada pela Red Bull, que concluiu o serviço no carro de Max Verstappen em 2s20.

Lord destacou a capacidade do grupo de manter o padrão de trabalho mesmo com as ausências e as dificuldades enfrentadas ao longo da sequência de provas. Para o dirigente, o desempenho demonstrou a preparação e a qualidade operacional dos profissionais da escuderia.

DESAFIO NA RETA FINAL DA TEMPORADA

A necessidade de reorganizar a equipe nos boxes evidencia o impacto do calendário sobre os profissionais da Fórmula 1. Com viagens frequentes e pouco tempo para recuperação, as equipes precisam administrar o desgaste físico sem comprometer a segurança e a eficiência durante as corridas.

Mesmo com os contratempos em Singapura, a Mercedes conseguiu concluir a etapa sem que as mudanças prejudicassem de forma significativa as operações de Kimi Antonelli e George Russell.

O resultado reforçou a importância da preparação e da experiência coletiva em uma das funções mais decisivas da categoria.