Veloso entrou para a história do Palmeiras como o quarto goleiro que mais vestiu a camisa do clube, com 458 jogos.
Foram incontáveis situações desconfortantes ao ingressar na carreira, mas teve personalidade para enfrentá-las desde a infância.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 12 (AFI) – Wagner Veloso, que entrou para a história do Palmeiras como o quarto goleiro que mais vestiu a camisa do clube, com 458 jogos, se sobressaiu pela persistência durante os anos 80 e 90 do século passado.
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Em Tempo:
Os goleiros que mais vestiram a camisa do Palmeiras
Emerson Leão: 621 jogos
Marcos: 533 jogos
Valdir de Morais: 480 jogos
Velloso: 458 jogos
Weverton: 454 jogos
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Foram incontáveis situações desconfortantes ao ingressar na carreira, mas teve personalidade para enfrentá-las.
Isso porque, quando criança, em sua cidade natal de Araras (SP), brincava no portão de casa com o irmão, e o pai, serralheiro, soldava as partes danificadas.
E quando se submeteu a testes no juvenil do Guarani, foi reprovado pelo preparador de goleiros da época, o saudoso Dimas Monteiro. Nem por isso esmoreceu.
BASE DO PALMEIRAS
Procurou oportunidade nas categorias de base do Palmeiras e foi aprovado, passando do infantil até aspirantes, integrando a Seleção Brasileira de base como terceiro goleiro e transformou-se em titular.
Na sequência, uma séria lesão no braço colocou o início da carreira em risco, pois ele não conseguia girá-lo e tinha que fazer ajuste com o ombro.
Logo, teve que se submeter a três cirurgias, com enxerto ósseo. E, se dependesse da desestimulante fala do médico do profissional do clube, já teria se desligado. Ele lhe citou, taxativamente, que estava acabado para o futebol.
Todavia, persistente, continuou o tratamento que se prolongou por mais de um ano, até que em 1988 assinou contrato profissional como terceiro da posição, atrás do titular Zetti e Ivan.
UNIÃO SÃO JOÃO DE ARARAS
Com a chegada no Palmeiras do então treinador Nelsinho Baptista, dois anos depois, Veloso estava entre os dispensáveis, pois havia recomendação para a contratação de outro goleiro.
Assim, acabou emprestado ao União São João de Araras, e as atuações convincentes ajudaram no acesso do clube ao Paulistão e Série A do Brasileiro.
No retorno ao Palmeiras, para alternar a titularidade com o goleiro Sérgio, teve dificuldade para renovação de contrato em 1993, e isso gerou empréstimo ao Santos.
VELOSO, NA HISTÓRIA
No retorno ao Palmeiras, valorizado, passou a contar com apoio do preparador de goleiros Valdir Joaquim de Moraes. Ele também entrou para a história do clube por ter sofrido gol de goleiro, com bola rolando.
Foi em fevereiro de 1997, no Estádio Brinco de Ouro, quando o Palmeiras vencia o Guarani até os 46 minutos do segundo tempo por 3 a 2, e o então goleiro bugrino Hiran foi à área adversária, em cobrança de escanteio, e acertou cabeçada indefensável.
Hoje em dia ele é comentarista de futebol, já tem passado por diversas emissoras. Atualmente estpa no Grupo Bandeirantes.






































































































































