Melhor ataque e pior defesa: como o Juventus se mantém no G-8

Mesmo com a pior defesa entre os líderes, Juventus compensa com ataque forte e segue no G-8 do Paulistão A2 após empate dramático com o Ituano.

Mesmo vulnerável atrás, Moleque Travesso usa força ofensiva para se manter entre os primeiros do Paulistão A2.
Mesmo vulnerável atrás, Moleque Travesso usa força ofensiva para se manter entre os primeiros do Paulistão A2. Foto: Sérgio Henrique

São Paulo, SP, 29 (AFI) – Mesmo convivendo com uma contradição estatística — o melhor ataque e uma das defesas mais vazadas da Série A2 — o Juventus da Mooca segue firme no G-8 do Paulistão A2 RIVALO. A capacidade ofensiva, aliada à competitividade em jogos grandes, tem sido o diferencial do Moleque Travesso nesta primeira metade de campeonato.

A prova mais recente veio no empate em 1 a 1 com o Ituano, na Rua Javari, em confronto direto pela sexta rodada. O duelo foi decidido nos acréscimos, em um roteiro simbólico da campanha grená: intensidade, pressão ofensiva e reação mesmo quando a defesa sofre.

EMPATE DRAMÁTICO EM JOGO DE ALTO NÍVEL

O Juventus começou o jogo em ritmo intenso e empurrou o Ituano para o campo defensivo desde os primeiros minutos. Logo no primeiro lance, Wingert já precisou trabalhar. A superioridade ofensiva era clara, especialmente pelos lados do campo, onde os atacantes do Moleque Travesso levaram vantagem sobre os alas do Galo de Itu.

A pressão se traduziu em volume: cruzamentos, chutes de média distância e bolas paradas. Marcelo e Maycon Douglas protagonizaram as melhores chances da primeira etapa, enquanto Jhon Egídio também tentou surpreender de fora da área. O placar zerado ao fim do primeiro tempo não refletia o que foi o jogo.

Na etapa final, o duelo ficou mais equilibrado e truncado. Aos 22 minutos, em uma bola mal afastada pela defesa, Carlão apareceu livre na área e abriu o placar para o Ituano. O gol expôs novamente a fragilidade defensiva juventina, que sofre com desatenções pontuais ao longo da competição.

Mas, fiel ao seu roteiro, o Juventus reagiu. Empilhou chances, pressionou até o fim e foi premiado já nos acréscimos: Carlão, novamente, desviou contra o próprio patrimônio após cobrança de escanteio, decretando o empate.

O resultado manteve o Ituano invicto, com três vitórias e três empates, chegando aos 12 pontos e assumindo provisoriamente a liderança. O Juventus aparece logo atrás, em quarto lugar, com 11 pontos, sustentando sua posição no G-8.

OFENSIVO, MAS VULNERÁVEL

Após seis rodadas, o Juventus apresenta um retrato claro do seu estilo: time agressivo, vertical e ofensivo, que cria muito — e também concede espaços. A equipe marca gols com regularidade, mas paga o preço com uma defesa exposta, algo que explica por que vitórias tranquilas são raras.

Ainda assim, a pontuação é consistente. Com três vitórias, dois empates e apenas uma derrota, o Moleque Travesso atravessa mais de um terço da fase classificatória bem posicionado em um campeonato de equilíbrio extremo.

G-8 EM EBULIÇÃO

O cenário da Série A2 ajuda a explicar a importância de cada ponto. Após seis rodadas, apenas três pontos separam o sexto colocado Sertãozinho do 12º XV de Piracicaba. São sete equipes brigando por apenas três vagas na zona de classificação.

Sertãozinho, Monte Azul e Linense tentam se manter no G-8, enquanto São José, Santo André, Osasco Sporting e XV de Piracicaba seguem na perseguição direta, todos com campanhas muito próximas.

A sétima rodada promete ser decisiva, com confrontos diretos:

  • Sertãozinho x Linense, sábado, às 19h
  • XV de Piracicaba x Monte Azul, segunda-feira, às 20h
  • São José x Inter de Limeira, sábado, às 19h
  • Santo André x Água Santa, duelo que pode redefinir o bloco intermediário
  • Osasco Sporting x Juventus, confronto direto entre postulantes ao G-8

PRÓXIMO DESAFIO

Às 16h, o Juventus visita o Osasco Sporting, no Estádio José Liberatti, em mais um duelo de seis pontos. Uma vitória pode consolidar o Moleque Travesso entre os primeiros e abrir vantagem sobre um concorrente direto. Um tropeço, por outro lado, pode recolocar o time no bolo da zona intermediária.

Entre virtudes ofensivas e riscos defensivos, o Juventus segue fazendo da adversidade um combustível. E, por enquanto, essa equação tem sido suficiente para mantê-lo vivo — e competitivo — na luta pelo acesso.

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