Meia rescinde contrato com o Guarani e vai para o Palmeiras

deyvid fiorentinaCampinas, SP, 27 (AFI) – Depois de mais de quatro horas de reunião, o meia Deyvid assinou sua rescisão de contrato com o Guarani e segue para São Paulo para fechar negócio com o Palmeiras. De acordo com a assessoria do time campineiro, o valor da transferência foi de R$ 700 mil, como era previsto anteriormente. O jogador, que ganhava R$ 15 mil, agora receberá R$ 25 mil no Palmeiras, com seu contrato valendo até 2011.

Desses R$ 700 mil, o Guarani ficará com R$ 200 mil. O restante será dividido entre o ex-zagueiro e agora empresário Oscar e o Grupo RA Marketing, que detêm os direitos federativos do atleta.

A reunião desta quarta-feira reuniu o presidente do Guarani, Leonel Martins de Oliveira, o procurador do jogador, o ex-zagueiro Bernardo, o pai do atleta, Carlos Sacconi, e o próprio Deyvid.

O jogador, de apenas 20 dias, tinha contrato com o Guarani até 31 de janeiro de 2008, e agora está livre acertar com o Verdão, que já vinha tentando sua contratação há mais de um mês.

Ainda é promessa
Deyvid, de 20 anos, despontou como nova promessa do Brinco de Ouro. Mas mesmo no Campeonato Paulista da Série A-2 não conseguiu se firmar como titular. Para alguns, o seu futebol não era de tanta disposição, como exigia a divisão.

A sua apatia, algumas vezes, e a falta de participação efetiva durante os jogos não o consagraram com a camisa do time campineiro. Mesmo assim, marcou quatro gols na competição, um a menos do que Macaé, cobrador de pênaltis e artilheiro do time.

Presidente faz acordo
O presidente do Guarani, Leonel Martins de Oliveira, deu outra versão para o acordo. Segundo ele, a propagação de que o meia seria negociado chamou a atenção de alguns advogados que estão à cata de processos trabalhistas junto ao clube. Um deles sobre o caso do antigo goleiro Hiran, que já teria bloqueado o valor de R$ 200 mil que o time campineiro iria receber.

“O Palmeiras recebeu uma citação. Então o depósito será feito na Justiça e não diretamente com o Guarani”, explicou o presidente.

Segundo Martins, o Guarani ficou com apenas R$ 100 mil. Mas este valor será depositado na Justiça.

“Vamos tentar depois pegar este dinheiro”, explicou Leonel Martins, alegando que o jogador não tinha mais disposição de continuar no clube, além de onerar a folha de pagamento, porque ele tinha o mais alto salário do clube: R$ 15 mil. O dirigente alegou que tanto Deyvid como seu pai foram íntegros e embora incentivados a entrar na Justiça do Trabalho, não quiseram sair pela portas dos fundos.

“Fizemos um acordo para que ninguém saisse prejudicado”, concluiu. Ele também garantiu que se o Palmeiras vencer o atleta até o dia 31 de janeiro, então o Guarani terá que ser consultado para ver qual sua parte devida.