Meia e centroavante deveriam estar na pauta da Ponte, para briga pelo acesso

Time tem oscilado na competição e provoca desconfiança do torcedor

Meia e centroavante deveriam estar na pauta da Ponte, para briga pelo acesso

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A forma eloquente de o treinador interino João Brigatti, da Ponte Preta, profetizar que o clube atingirá o objetivo de acesso à Série A do Campeonato Brasileiro pode soar como contraditória aos torcedores incrédulos, por tudo que viram nesta temporada.

Todavia, tem validade ele irradiar esse otimismo, mesmo que o objetivo não seja alcançado.

Os fatos evidenciam certa melhora de rendimento da equipe, notadamente nas duas últimas partidas. Daí a se projetar que o time tem bola para ser citado entre os favoritos é atribuição precipitada para analista de futebol.

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Como bem ressaltou o parceiro João da Teixeira, o correto é avaliação passo a passo da equipe, até porque a Ponte Preta abusa de oscilações nesta Série B.

Duvida? Está aí aquele jogo em Varginha contra o Boa Esporte para não desmentir.

OSCILAÇÕES

A rigor, essas oscilações têm sido o principal adversário da Ponte Preta, numa competição nivelada por baixo.

Por outro lado, tem-se que considerar que as apostas, que começam a ganhar espaço na equipe, ajudam na melhoria do rendimento.

O lateral-esquerdo Nicolas tem sido grata surpresa, principalmente pela regularidade na marcação.

Além disso, demonstra o tempo ideal para evolução ao ataque, com perspectiva de crescimento.

O atacante Hyuri tem mobilidade pelo lado esquerdo, ou fazendo a diagonal. Logo, isso permite um time balanceado nas duas extremas.

DANILO BARCELOS

Antes, como não acontecia absolutamente nada pelo lado esquerdo, com escalação de Danilo Barcelos, a Ponte centralizava as jogadas pela direita através de André Luís.

O adversário tinha percepção disso, fechava bem o setor, e minava a capacidade de criação do ataque pontepretano, até porque o também atacante Júnior Santos é sujeito a chuvas e trovoadas.

Conta a favor do treinador Brigatti ter procurado modificações pontuais e necessárias em busca do time ideal.

Se o quarto-zagueiro Léo Santos passou a falhar, corretamente foi providenciado o retorno de Reginaldo, que tem correspondido.

O surpreendente rendimento do volante Lucas Mineiro também agrega nesta nova fase da equipe.

MEIA E CENTROAVANTE

Como cita reiteradamente o parceiro Tio Lei, nem por isso os dirigentes devem dormir em berço esplêndido.

Na atual conjuntura, tem validade fuga dos padrões salariais do clube para se trazer o centroavante goleador, principalmente com aceitável aproveitamento na bola aérea.

Pelo nível técnico da Série B, e em condições físicas adequadas, Luís Fabiano seria sim uma alternativa.

Diante da incerteza, a busca pelo ‘nove’ que resolve seria essencial na atual conjuntura.

Por que não se pensar também em um meia qualificado, naturalmente bem superior a Murilo e Thiago Real? Um meia que preferencialmente tenha recomendável aproveitamento em cobranças de faltas. Há tempos a Ponte tem carência desse jogador.