Meia do Barcelona clama por volta do futebol: 'Estou disposto a assumir o risco'
"É evidente que devemos tentar voltar com a maioria das garantias sanitárias, mas devemos saber que nunca vão ser 100%", disse
"É evidente que devemos tentar voltar com a maioria das garantias sanitárias, mas devemos saber que nunca vão ser 100%", disse
Campinas, SP, 30 (AFI) – O croata Ivan Rakitic, meia do Barcelona-ESP, concedeu uma entrevista bastante polêmica sobre a pandemia de covid-19, o novo coronavírus, que forçou a paralisação do futebol ao redor de todo o planeta.
“Quero jogar. É evidente que devemos tentar voltar com a maioria das garantias sanitárias, mas devemos saber que nunca vão ser 100%. É o mesmo risco que vão a ter todos os trabalhadores na volta à rotina”, desabafou o meio-campista culé em entrevista ao diário esportivo espanhol Marca.
“Empregados de supermercados também usam vestiários e têm as mesmas possibilidades ou mais de contaminação que nós. Eles assumem esse risco e eu quero assumir também. Estou disposto a assumir o risco, sem dúvida, e digo isso com a consciência de saber que o risco será muito pequeno”, contou.
CONTA MAIS
Vale destacar que a Espanha é um dos países mais afetados pela doença. Até a tarde desta quinta-feira, 30, eram mais de 213 mil casos confirmados e mais de 24.500 vítimas fatais. O Barça não entra em campo desde 7 de maço, quando perdeu para a Real Sociedad, pelo Campeonato Espanhol.

“Gostaria de enviar a todos o meu apoio, o meu abraço e o meu reconhecimento para sempre. Jamais vamos esquecer de tudo isso. Devemos manter sempre a solidariedade demonstrada nesse momento tão duro. Acredito que temos essa dívida e estou certo de que, se perguntassem aos torcedores, eles diriam que adorariam que houvesse futebol. Temos que tentar fazer as pessoas voltarem a desfrutar do futebol, nós podemos ser um exemplo”, prosseguiu.
POLÊMICO
“O futebol é muito importante para muitas pessoas e a prova disso é que movimenta muito dinheiro. Acredito que é o momento dos que são protagonistas do futebol darem um passo adiante, e não digo isso por questões econômicas”, continuou.
“Socialmente devemos dar um passo, fazer com que as pessoas sejam entretidas com o que gostam, que deixemos de pensar um pouco no vírus e na doença, e voltemos a brincar com o vizinho que torce para um rival”, encerrou.






































































































































