Médico banido por receitar Neosaldina recebe apoio
Jundiaí, SP, 26 (AFI) – Na tarde de quarta-feira, o advogado Jorge Zacharias Neto, Presidente da Sociedade Ulysses Jorge Martinho, divulgou um desagravo sobre o caso do Dr. Damasceno, que também tem trabalhos ligados a sociedade. Segundo Jorge, o STD errou “condenando um profissional não só a restar alijado de seu trabalho, uma vez que é médico dedicado ao esporte, além do constrangimento que lhe foi causado perante seus amigos e familiares, ao entenderem arbitrariamente que um “fax” noticiando que o remédio para gripe ou dor de cabeça estava proibido pela CBF, tem força de Lei”.
Mas ainda há a esperança da absolvição, de acordo com o presidente da Sociedade.
“Certamente o Judiciário corrigirá esta arbitrariedade garantindo ao Dr. Carlos Eduardo Lima Damasceno não só o direito garantido constitucionalmente ao trabalho como a reparação ao dano moral que lhe causou o desconforto que estamos presenciando em seu
semblante perante seus amigos esposa e filhos.
Recurso no STJDO Departamento Jurídico do Paulista vai enviar, nesta quinta-feira, ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) a defesa do Dr. Carlos Damasceno, que na última terça-feira foi banido do futebol por prescrever uma simples Neosaldina (remédio comum para dor de cabeça) ao lateral Ricardo Lopes. Com a defesa em mãos,
o tribunal deve marcar para a semana que vem um outro julgamento.
O advogado que vêm defendendo o Paulista, Marcel Belfiore Santos,
afirmou que a argumentação da defesa vai se basear em dois pilares. Um de que o médico não sabia que o Neosaldina era proibido e que ele em nenhum momento quis dar algum efeito dopante ao jogador.
“O Dr. Damasceno quis apenas curar a dor de cabeça do Ricardo. Em nenhum momento ele agiu de ma fé ou quis que o atleta tivesse algum desempenho a mais. Além disso, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) não enviou ao clube a relação constando que a Neosaldina havia sido proibida”, disse o advogado, ressaltando que está confiante na absolvição do médico.
“O Dodô do Botafogo também foi punido no primeiro julgamento e absolvido no segundo. Minha confiança existe, também, pelo fato do médico não ter agido de má fé e também por nunca ter existido uma eliminação assim no futebol”, completou.





































































































































