Mazola Júnior vê evolução no futebol brasileiro e quer valorização nas Séries C e D
Com acessos na carreira, cursos e trabalhos na Europa, treinador busca uma nova oportunidade no futebol nacional
Com acessos na carreira, cursos e trabalhos na Europa, treinador busca uma nova oportunidade no futebol nacional
Campinas, SP, 25 (AFI) – O técnico Mazola Júnior (foto) sabe que a profissão ainda precisa crescer muito no futebol brasileiro, mas ainda assim ele vê mudanças neste início de temporada. Para o treinador, clubes e os próprios técnicos – aos poucos – estão mudando a mentalidade, o que beneficiará muito o esporte nacional. Mazola Júnior tem aproveitado que está no mercado para estudar e analisar o futebol local.

“Para você ter uma ideia, as mudanças de comando estão demorando a acontecer. No ano passado, muitos treinadores já haviam sido demitidos. Isso é um bom sinal. Os treinadores estão se qualificando e os clubes estão buscando técnicos com outro perfil. O futuro parece que será bem melhor”, comentou o treinador em bate-papo com o Grande Área.
Outro ponto crucial para a melhora do futebol brasileiro, na visão de Mazola Júnior, está na adoção da pré-temporada. Este ano a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), além das férias, adotou 30 dias de pré-temporada no mês de janeiro.
“Fundamental a pré-temporada. Tivemos ainda alguns exemplos de Estaduais começando antes e não respeitando a pré-temporada, mas foram minoria. Estamos em uma fase de quebrar paradigmas. É essencial 30 dias de férias e de três semanas a um mês de pré-temporada. É uma grande evolução no futebol brasileiro. Isso faz bem aos jogadores e aos treinadores que podem trabalhar melhor”, explicou.
Apesar de todos estes passos no caminho correto, Mazola Júnior ainda vê diferença entre o treinador brasileiro e o europeu. E ele fala com propriedade. Afinal, Mazola Júnior trabalhou na Espanha, Japão e, principalmente, em Portugal. Sem falar que ele tem cursos no exterior e com a chancela da UEFA.
“A diferença ainda é brutal entre o Brasil e a Europa. Aqui a profissão não tem proteção. Qualquer um pode se tornar treinador sem o mínimo de estudo. Muitos acham que por ter jogado futebol podem virar técnico da noite para o dia. Não há Lei. Não há nada exigindo o contrário. Na Europa, porém, precisa de curso, precisa de estágio por vários anos. O profissional se prepara de forma adequada. É preciso mudar. É preciso ter um sindicato forte. Mas já começo a ver a intenção de profissionalização da categoria”, analisou o comandante.
Em campo…

O treinador também está de olho na valorização dos campeonatos. No mercado desde que deixou o Paysandu, Mazola Júnior acredita que a Série C do Brasileirão pode, sim, ser disputada por pontos corridos. E ele conhece bem a competição. Mazola Júnior já disputou a Série C pelo Cuiabá e, no ano passado, foi vice-campeão e levou o Paysandu à Série B.
“A Série C evoluiu bastante. Hoje, vejo que a competição pode ser disputada em 38 rodadas, como a Série B. Os clubes cresceram e podem disputar pontos corridos. A fórmula atual é cruel. O Tupi foi o melhor clube do ano passado e caiu já no primeiro mata-mata. A Série C conta com clubes tradicionais que saberiam disputar os pontos corridos. Isso só beneficiaria e valorizaria a competição”, disse ele ao GA.
“Eu ainda faria a Série D no atual formato da Série C. Isso gera mais jogos. Os clubes precisam se planejar melhor. A competição só tem a ganhar, a crescer, evoluir. É preciso qualificar a competição e os clubes”, finalizou o comandante.
Além do acesso com o Paysandu, Mazola Júnior ainda ostenta no currículo o acesso à Série A do Brasileirão com o Sport. Aos 49 anos, Mazola Júnior foi auxiliar técnico de Ponte Preta, Cruzeiro e Atlético-MG. Em 2002, passou pelo Kasshiwa Reysol (Japão). Foi técnico em Portugal de 2005 a 2008. No Brasil dirigiu o Ituano e contratado pelo Sport em 2011 para dirigir a categoria de base.
Campeão Pernambucano Sub-20, substituiu Paulo César Gusmão no time profissional e subiu o Sport no Campeonato Brasileiro da Série B de 2011. Além do acesso, Mazola também foi vice-campeão pernambucano com o Leão da Ilha em 2012. Depois do Leão da Ilha, ele passou por Ipatinga, Bragantino, Cuiabá e Paysandu. Agora, busca uma nova oportunidade no mercado.





































































































































