Matonense reclama de pressão sobre árbitro e exige W.O do Palmeiras
Equipes estão classificadas, mas resultado do confronto muda chaveamento da próxima fase do Paulista Sub 20
Equipes estão classificadas, mas resultado do confronto muda chaveamento da próxima fase do Paulista Sub 20
Matão, SP, 03 (AFI) – A novela Palmeiras e Matonense, pelo Campeonato Paulista Sub 20 – 1ª Divisão, segue dando o que falar. Na tarde desta segunda-feira, a diretoria da SEMA se manifestou e deu sua versão sobre o que aconteceu em Guarulhos em um ofício enviado ao presidente Reinaldo Carneiro Bastos, da Federação Paulista de Futebol (FPF). De acordo com o clube do Interior, o árbitro da partida, Jefferson Dutra Giroto, não seguiu o artigo 29 do Regulamento Geral e iniciou o confronto sem policiamento.
Assim, o representante de Matão julga que a Federação Paulista de Futebol precisa declarar a Matonense vitoriosa, enquanto os palestrinos seriam derrotados por W.O. Além disso, a nota oficial acusa os dirigentes palmeirenses de terem pressionado o juiz a reiniciar o duelo mesmo sem as condições corretas. A SEMA pede que “seja aberto o procedimento necessário para apurar a responsabilidade dos árbitros e da equipe mandante, com as devidas punições”.
DEU RUIM?
O TJD-SP também se posicionou na tarde desta segunda-feira. De acordo com o órgão, a Matonense será julgada de acordo com o artigo 205 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (impedir o prosseguimento de partida, prova ou equivalente que estiver disputando, por insuficiência numérica intencional de seus atletas ou por qualquer outra forma). A pena pode ser uma multa de R$ 100,00 a R$ 100.000,00 e perda dos pontos em disputa a favor do adversário, na forma do regulamento. A sessão extraordinária acontecerá no dia 5, quarta, às 11 horas.
NADA DISSO
Em nota oficial, o Verdão alega ter seguido o procedimento padrão.
“O Palmeiras cumpriu todo o procedimento padrão e enviou o ofício solicitando o policiamento para a partida como sempre faz. Inclusive, o jogo foi iniciado e o Palmeiras ganhava por 1 a 0 antes da paralisação. Como diz a própria súmula, o policiamento chegou após 37 minutos de paralisação. O restante da partida não foi disputada pois a Matonense se recusou a continuar, e não por falta de policiamento.”
COMO FICA?
Os quatro melhores terceiros colocados avançam para a terceira fase. Santo André, com oito pontos, Red Bull Brasil e Desportivo Brasil, com sete cada, e a própria Matonense, com seis, avançaram nesta condição. A decisão do tribunal, portanto, mudaria apenas a disposição dos grupos, que são divididos de acordo com as campanhas.
Se o Palmeiras vencer no Tribunal ultrapassa o Corinthians e assume uma vaga no Grupo 12 junto mais uma vez com a Matonense, que ficaria com a quarta melhor campanha entre os terceiros colocados. Agora, se o time de Matão levar a melhor na justiça, ganha por W.O., chega a nove pontos como melhor terceiro colocado e se mantém no Grupo 12. Neste caso, o Palmeiras iria para o Grupo 14, com XV de Piracicaba, Novorizontino e Portuguesa.
CONFIRA A VERSÃO DA MATONENSE NA ÍNTEGRA:
Vimos pelo presente, respeitosamente, manifestar a nossa indignação quantos aos fatos inaceitáveis ocorridos em 01/09/2018, quando da partida da categoria SUB-20 da 1ª Divisão, entre Sociedade Esportiva Palmeiras e Sociedade Esportiva Matonense, no CT II do Palmeiras, em Guarulhos, pela última rodada da segunda fase do Campeonato Paulista 2018, conforme passamos a expor:
Preliminarmente, registramos que todos os fatos foram gravados pelo Kanal Eureka, credenciado pela nossa agremiação nessa conceituada Federação para transmitir nossos jogos, cuja mídia estará disponível mediante solicitação;
1. Após a entrada das equipes, o seu perfilamento para o Hino Nacional, o árbitro, Jeferson Dutra Giroto, sem verificar uma das condições sine qua non para o início ou realização partida, a saber, a ausência do policimento, deu início à mesma, cometendo erro gravíssimo, ferindo o previsto no art. 29, V, do RGV. Resgistra-se ainda que auxiliares e o 4º árbitro também contribuíram para esse erro.
2. Aos 5:20 minutos de jogo, quando o Palmeiras assinalou o seu primeiro gol, o nosso goleiro contundiu-se, ficando sob atendimento médico por 4:00 minutos;
3. Antes de reiniciar a partida, o árbitro principal foi avisado pela delegação da Matonense de que havia iniciado a partida sem a presença do policiamento militar e que o mesmo ainda se encontrava ausente do campo de realização da partida;
4. Imediatamente, mesmo sob os protestos dos dirigentes do Palmeiras, o árbitro principal suspendeu a partida e passou a contar o prazo para decretar o WO, previsto no art. 29, V, do RGC.
5. Depois de passados mais de 30 minutos de paralisação pela ausência do policiamento militar, o chefe da delegação da Matonense, Vice Presidente Paulo Roberto Rezende Marques, instruído pelo seu Presidente, comunicou ao árbitro que ele deveria encerrar a partida, decretar o WO em favor da Matonense e que sua equipe se não mais para a partida;
6. Uma primeira viatura da Polícia Militar chegou ao campo de jogo após mais de 50 minutos do início da partida, quando então, sendo muito pressionado pelos dirigentes do Palmeiras, o árbitro principal, com intimidação, buscou convencer a delegação da Matonense a continuar o jogo, o que não foi aceito, pois entendemos que o Regulamento da competição deve ser, sem exceções, cumprido.
7. Destacamos ainda que, com horário avançado, ainda que possível fosse, não haveria mais luz natural para a realização da partida, vez que o campo de jogo não possui iluminação artificial.
8. Todos os fatos narrados na súmula, em anexo, confirmam o ora exposto, devendo ser taxativa a confirmação da vitória da Matonense por W.O. e aplicadas às sanções previstas na legislação em desfavor do Palmeiras.
9. Deve ser ainda apurado o comportamento do quarteto de arbitragem pela inobservância nos requisitos básicos para a realização da partida, de responsabilidade da equipe mandante e da sua tentativa de persuadir e intimar a delegação da equipe a voltar ao campo de jogo, para continuar a partida.
Consideramos gravíssimos os fatos ocorridos e protestamos para que seja aberto o procedimento necessário para apurar a responsabilidade dos árbitros e da equipe mandante, com as devidas punições”.
CONFIRA O RELATO DO ÁRBITRO NA SÚMULA:
“Após paralisação da partida para atender o atleta n° 01 o Sr. Giovane Gonzaga da Silva da equipe Sociedade Esportiva Matonense, aos 10 minutos foi identificado a ausência do policiamento ao redor da campo de jogo, então foi solicitado ao 4° arbitro o Sr. Gabriel Furlan para que verificasse com os responsáveis da Sociedade Esportiva Palmeiras onde o policiamento se encontrava, dai então conversado com o Coordenador Administrativo da categoria de base o Sr Eduardo Wanderleiz Batista portador do RG. 36.049.804-8 nos informou que haviam acabado de sair para atender uma ocorrência. Sendo assim aguardamos conforme regulamento geral da competição os 30 minutos, após passado 30 minutos de paralisação fomos informado pelo Sr. Eduardo Wanderleiz Batista que o policiamento chegaria dentro de 15 minutos. Porem após passado 32 minutos de paralisação fomos comunicado pelo Sr. Paulo Roberto Rezende Marques portador do RG. 045402203IFPRJ identificado como vice presidente da equipe Sociedade Esportiva Matonense que sua equipe não iria mais disputar a partida segundo ordem de seu Presidente, após 37 minutos de paralisação o policiamento compareceu no local da partida, onde ainda havia jogadores de ambas as equipes dentro do campo de jogo, mesmo assim o Sr. Paulo Roberto Rezende Marques persistiu em não disputar a partida. Sendo assim decretei que a partida foi encerrada antecipadamente devido aos relatos acima.”





































































































































