Marília não libera Comelli e crítica o antiético São Caetano

Beto 0003 130Marília, SP, 2 (AFI) – A briga pelo técnico Paulo Comelli acirrou a rivalidade entre Marília e São Caetano. A direção do MAC ficou inconformada com a atitude dos dirigentes do Azulão que fizeram proposta ao técnico depois de demitirem o ultrapassado Jair Picerni. O presidente Beto Mayo (foto) não libera Comelli da multa de R$ 180 mil e não se conforma com a falta de ética do São Caetano.

A tentativa do São Caetano em roubar o técnico do rival irritou profundamente o presidente do MAC, Beto Mayo.

“Faltou ética à diretoria do São Caetano, que foi muito bem tratada aqui no sábado”, afirmou o dirigente, lembrando do tratamento especial dado ao visitante. Pela 9.ª rodada, o Marília venceu o São Caetano, por 3 a 0.

”Recebemos os diretores do São Caetano com cortesia e dignidade, mas eles nos decepcionaram. Na verdade, o Carlinhos (supervisor) e Batata (vice-presidente) precisam ser mais éticos e agir com mais transparência”, completou, irritado, Beto Mayo.

nairo 0004 130Opinião Futebol Interior: Não é a primeira vez
A direção do São Caetano não costuma ter ética em seus negócios. Há muito tempo o clube perdeu a mão da retidão e procura tirar proveito de todos os negócios, muitas vezes, sem escrúpulos. Ultimamente seus dirigentes deixaram de pensar, unicamente, no clube e no bem do grupo, inclusive movimentando ações e negócios paralelos. O presidente Nairo Ferreira de Souza (foto) sempre se mostrou prepotente e oportunista.

Comelli teve tudo
O presidente do MAC esteve reunido com Comelli das 17 até às 19h30, juntamente, com o vice-presidente João Carlos Duarte Ferreira. Eles deixaram bem claro ao técnico que não admitiam sua saída, mesmo porque o projeto era ir até o final do ano juntos.

“Nós atendemos a todos os pedidos do Comelli. Contratamos jogadores, ajeitamos muitas situações e formamos um grupo e uma estrutura para brigar pelo acesso. Não é justo que ele saia e nos deixe de mãos abanando”, comentou Beto Mayo.

Paulo 0016 130Por isso, mesmo a direção fechou a questão: Comelli só deixa o clube pagando a multa bilateral de R$ 180 mil (cinco salários). Este é o valor que o Marília teria que pagar caso quisesse trocar de técnico. A exigência de colocar esta cláusula em contrato foi do próprio treinador.

Comelli recebe R$ 35 mil de salários e ficou entusiasmado com a proposta do Azulão: R$ 200 mil de luvas e R$ 60 mil por mês. Caso pague a multa rescisória, o São Caetano fica com ele. Há três nomes de sobreaviso no Marília: Flávio Lopes, ex-Ipatinga e que já dirigiu o Marília; Barbieri, ex-Sertãozinho e Joinville-SC; e Giba, ex-Sport Recife.