Marcos vai completar 17 anos do primeiro jogo no Palmeiras

São Paulo, SP, 14 (AFI) – Considerado um dos maiores ídolos do Palmeiras, o goleiro Marcos continua acumulando recordes com a camisa do Verdão. No próximo sábado, dia 16 de maio,ele vai completar 17 anos de sua estreia pelo clube paulista.

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O primeiro jogo de Marcos aconteceu num amistoso contra a Esportiva de Guaratinguetá, em Guaratiguetá. Naquela tarde de 16 de maio de 1992, Marcos, ainda com cabelo, atuou os 90 minutos na vitória de 4 a 0. O técnico palmeirense era justamente Nelsinho Batista, eliminado com o Sport nesta terça-feira.

Marcos acumula 431 jogos pelo Palmeiras. É o 15º atleta a vestir mais vezes a camisa do clube [Ademir da Guia é o primeiro, com 901 jogos], e o 4º goleiro que mais vezes defendeu o Verdão [está atrás de Leão, com 671; Valdir, com 482, e Velloso, com 455].

Recorde na Libertadores
Marcos pode ser considerado o ‘Senhor’ Libertadores do Palmeiras. É o atleta da história do clube que mais atuou na competição, em 55 partidas. Foram 10 jogos em 1999, 14 em 2000, 12 em 2001, 9 em 2005, 2 em 2006 e 7 em 2009].

Na Libertadores, ele já participou de nove decisões por pênaltis em mata-mata. Saiu vitorioso em sete [duas vezes contra o Corinthians, Deportivo Cáli, Peñarol-URU, São Caetano, Cruzeiro e Sport], e perdedor em duas [ambas contra o Boca Juniors-ARG].

Nessas decisões, ele defendeu 11 penalidades, sendo que em dois jogos ele pegou três cobranças – contra o Cruzeiro, em 2001, e Sport, em 2009. Contando todas as competições, Marcos já defendeu 34 cobranças de pênalti com a camisa palmeirense.

História
Há praticamente 10 anos, Marcos iniciou uma trajetória de sucesso no gol do Verdão. Ele já havia sido titular por 14 jogos em 1996 -quando inclusive foi convocado por Zagallo para servir a seleção brasileira, mas foi em 1999 que o então camisa 12 virou ‘Santo’ e se consagrou como ídolo da torcida.

“Naquele ano, tudo aconteceu muito rápido. Comecei os primeiros jogos da temporada como titular, voltei para o banco e assumi a posição de vez com a lesão do Velloso. Não queria que tivesse sido daquela maneira, mas eu agarrei a oportunidade para não sair mais do time”, recorda o atual capitão palmeirense.

Marcos assumiu de vez o posto exatamente no primeiro jogo das quartas-de-Final da Copa Libertadores, contra o Corinthians. O Verdão venceu por 2 a 0.

“Eu sabia que não podia falhar. O Palmeiras tinha muitos goleiros de nível. Uns mais experientes, casos do Velloso e do Sérgio, e outros também surgindo. Era a minha verdadeira oportunidade e o Carlão [Pracidelli, preparador de goleiros] me deu muita confiança. Senti um frio na barriga, mas entrei em campo bastante tranqüilo.”

Após 10 anos e muitas conquistas, entre elas, a de ser eleito o melhor jogador da Copa Libertadores de 1999, e de comandar o Verdão de volta à elite do futebol nacional, em 2003, Marcos admite que a renovação do contrato é algo que está próximo de acontecer.

“Eu a diretoria estamos nos acertando para que isso aconteça. Mas tudo está sendo feito com calma, sem desespero. Acho que ainda tenho condições de continuar jogando. Estou me sentindo bem e essa é a minha maior felicidade”, comentou.

Enquanto isso, o camisa 12 revela os segredos que o mantém em boa forma e a de relembrar atuações históricas vividas no início da carreira.

“Não existe exatamente um segredo. Acho que a experiência é o que mais conta nesse momento. Já não tenho mais a mesma vitalidade de antes, mas procuro compensar isso com minha vivência.”