Marcelo Gotti: Em meio a dívidas, o Mogi Mirim vai para o brejo?!

As declarações de Rivaldo Ferreira depreciam o moral do Sapão da Mogiana no cenário esportivo

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Mogi Mirim, SP, 29 – (AFI) O Mogi Mirim, um dos mais expressivos clubes do interior paulista e com estrutura invejada até por clubes da capital, vive um dos piores momentos de seus 82 anos de história. As declarações do atual gestor, Rivaldo Ferreira, que anuncia a dificuldade financeira vivida pelo time do interior, deprecia o moral do Sapão da Mogiana no cenário esportivo.

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A ameaça de fechar as portas, a incessante e desesperada procura por parceiros, aliado às polêmicas das transferências dos Centros de Treinamento – Mogi Guaçu e Limeira – para o nome do mandatário do Mogi, assusta e afasta prováveis investidores.

O Sapo vai para o brejo?! Ainda existe clima para que o presidente Rivaldo Ferreira permaneça no comando do time mogimiriano? O próprio Rivaldo estipulou o próximo sábado, 31, como o dia “D” para o Mogi. Ou fica, ou desocupa a moita.

A falta de pronunciamento do gestor do Sapo sobre o desligamento do seu antigo procurador e vice-presidente do Mogi, Wilson Bonetti; sobre o caso “CT’s”, temperado com a blindagem imposta no clube com a retirada do site e da página oficial do Mogi no Facebook do ar, aumentaram ainda mais o cenário de desconfianças.

Como atrair então investidores para um clube que atravessa um momento nebuloso e de indefinições? A proposta para os investidores seria compartilhar os prejuízos? Já que Rivaldo Ferreira declara estar colocando dinheiro do bolso para sustentar o Mogi?

No Brasileiro da Série C, em 2013, o presidente do Sapo declarou ter investido de seus recursos próprios, R$ 3 milhões no Mogi. Foram cinco meses de competição e dispensados R$ 600 mil mensalmente.

Qual seria então a contrapartida oferecida para angariar novos parceiros para o Sapão da Mogiana? Exposição da marca, uma fatia da pizza dos lucros obtidos sobre jogadores negociados? Estas respostas, apenas Rivaldo Ferreira poderá dar aos investidores. Mas, um retorno financeiro será inevitável conceder aos parceiros.

O panorama criado de novos parceiros poderá ser ainda mais oneroso para os cofres do Mogi? Qual a real dívida de Rivaldo com Rivaldo – do Mogi com o mandatário?

Um grupo atuante e influente da cidade de Mogi Mirim se organiza para reverter à inesperada dilapidação do patrimônio do Sapo. Será uma disputa difícil, longa, cansativa e desgastante para ambos os lados, sem dúvida alguma, mas tomara que haja apenas um vencedor: o Mogi Mirim Esporte Clube.