Exclusivo! Marcelo Fernandes abre o jogo após saída da Ponte Preta
Fernandes tinha contrato até o fim da temporada, mas optou por sair em comum acordo com a diretoria alvinegra
Marcelo Fernandes está marcado na história da Ponte Preta. O treinador foi o primeiro a conquistar um título nacional pela Macaca: a Série C.
Campinas, SP, 12 (AFI) – O técnico Marcelo Fernandes está marcado na história da Ponte Preta. O treinador foi o primeiro a conquistar um título nacional pela Macaca: a Série C do Campeonato Brasileiro de 2025, após 125 anos de espera.
Mas nem tudo são flores. Com diversos problemas extra-campo na virada do ano, como transferban e salários atrasados, a Ponte Preta acabou sendo rebaixada para a Série A2 do Campeonato Paulista, e Marcelo Fernandes deixou o comando alvinegro.
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CICLO VITORIOSO, MAS DESGASTANTE
Fernandes tinha contrato até o fim da temporada, mas optou por sair em comum acordo com a diretoria alvinegra. Marcelo Fernandes chegou à Ponte em agosto de 2025 para comandar o time já na reta final da Série C do Campeonato Brasileiro, conquistando um título inédito na história.
A saída de Marcelo Fernandes marcou um momento de transição na Ponte Preta, que agora contratou o técnico Rodrigo Santana para a Copa do Brasil e Série B do Campeonato Brasileiro.
O clube alvinegro espera superar os desafios financeiros e retornar à elite do futebol paulista; foram 19 jogos disputados, totalizando oito vitórias, três empates, oito reveses e um aproveitamento de 47,3%.
EXPERIÊNCIA NA PONTE PRETA: GRATIDÃO

Em entrevista exclusiva para o Portal Futebol Interior, Marcelo Fernandes abriu o jogo sobre a sua saída da Ponte Preta, além de não deixar de agradecer a oportunidade de treinar a Macaca, mesmo em um momento tão difícil extra-campo.
“A minha experiência na Ponte foi a mais maravilhosa possível. Viemos do rival, onde pegamos eles sem nenhum ponto, e deixamos eles com 16 pontos, e depois de ter sido desligado após perder para o Náutico no Brinco de Ouro. Depois de 17 dias recebo o telefonema da Ponte Preta, onde me senti muito lisonjeado. Algo mesmo que só Deus vai explicar.”
“Chegamos com certa desconfiança, o que é normal, pela rivalidade que existe em Campinas. Mas nada resiste ao trabalho, do nosso jeito sincero e humilde. A Ponte vinha de dois empates e uma derrota, e pegamos os últimos três jogos e garantimos 27 pontos, com três vitórias. Foi uma sensação única, uma oportunidade que Deus me deu.”
O POR QUÊ DA SAÍDA
Marcelo Fernandes também aproveitou para explicar algumas motivações para a decisão de seu desligamento, tomada no dia da última rodada do paulistão, contra o São Paulo.
“Pra dizer a verdade não foi só o transferban, outras coisas também aconteceram no ano passado, e foi um ano atípico, que dificilmente veremos em qualquer outra equipe. Problemas extra-campo que prejudicaram muito a equipe. Mas o que eu tenho que salientar é o profissionalismo desses jogadores. Falando da Série C, soubemos fazer um trabalho muito bom de vestiário. Mas a torcida realmente foi um fator que entendeu tudo o que os jogadores estavam passando e fizeram de tudo pra nos ajudar, e nos ajudaram.”
“Depois disso tudo viemos para 2026, onde iniciamos a pré-temporada no dia 8 de janeiro, inclusive estávamos muito bem na pré-temporada. E depois de 12 dias de pré-temporada, paramos a pré-temporada por um problema de salários atrasados. Essa parada realmente foi muito ruim. Ficamos do dia 20 ao dia 2 sem treinar, e depois para voltar era muito em cima.”
TRANSFERBAN E SALÁRIOS ATRASADOS
A Macaca sofreu com o transferban nas primeiras rodadas, sem poder registrar novos reforços, e tendo que utilizar diversos jogadores das categorias de base no elenco.
“Realmente esses 12 dias nos atrapalharam muito, além da pré-temporada ineficaz, tivemos que fazer controle de carga, com um elenco limitado, e jogos de quarta e domingo. Juntou o transferban, mas é importante salientar o esforço que a diretoria fez para pagar, fizeram de tudo, mas infelizmente não conseguimos.”
“Além da junção dos jogadores, tivemos as baixas no DM. Das contratações, só 5 ficaram, e todos estrearam contra o São Bernardo. Perdemos Saimon e Diego Leão. Mas também temos que exaltar a molecada, que tentou de tudo.”
MARCELO FERNANDES JUNTO COM A PONTE

Marcelo Fernandes ressaltou que o ano realmente não começou bem, mas deixou claro que jamais viraria as costas para a Ponte Preta.
“O ano não começou bem, preciso ser sincero. Tive muitos embates com a diretoria. Isso desgastou muito ao longo do tempo. Mas eu não podia virar as costas para a Ponte Preta. Só que também preciso frisar a minha carreira, mas não posso normalizar uma situação dessa.”
“Pedi pra muitos ficarem, e tinha uma relação muito próxima com eles. Todos os jogadores foram comprometidos, sem nenhuma exceção. E tudo isso me machucou muito, como profissional não podemos aceitar uma campanha como essa. A gente tem que entender que precisa ter uma mudança.”
RELAÇÃO COM RODRIGO SANTANA

Por fim, Marcelo aproveitou para elogiar Rodrigo Santana, novo técnico da Ponte, além de deixar claro que está aberto a novos convites para seguir a sua carreira profissional.
“O Rodrigo Santana é um excelente treinador, um amigo meu. Trabalhei demais, e estava precisando respirar, de um tempo mesmo. O Marcelo se desgastou muito nesse processo. Fui super honesto com o presidente, e ele também comigo, sentei com ele antes do jogo contra o São Paulo, esperei a última rodada para falar com ele, no próprio domingo.”
“Eu precisava desse tempo para a minha carreira também. Não poderia continuar um trabalho desse. Houve até alguns contatos no Paulista, mas eu não iria virar as costas para a Ponte. Agora estamos esperando novos contatos.”
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