Mais um drama: Ícone francês descobre problema cardíaco
Campinas, SP, 27 (AFI) – Nem mesmo os atletas estão livres dos problemas cardíacos que assolam as pessoas normais. Visto como um exemplo de profissional, o zagueiro francês Lílian Thuram descobriu nesta semana que sofre de um problema cardíaco até então desconhecido.
Com 36 anos, o jogador foi pego de surpresa ao ser reprovado nos exames médicos do PSG, que seria seu novo clube. Por isso, sequer assinou contrato. Os resultados denunciaram que Thuram sofre de uma hipertrofia cardíaca.
O jogador ainda não sabe se terá de encerrar a carreira devido à descoberta. “Foi uma surpresa para mim, mas ainda não sei o que vai acontecer. Em mais ou menos um mês devo saber se eu posso prosseguir com minha carreira sem nenhuma restrição”, afirmou.
Recordista de partidas pela seleção francesa, com 142 partidas, desde 1998, o defensor estava no Barcelona. Recentemente, após a eliminação francesa da Eurocopa 2008, anunciou que não voltaria mais a vestir a defender a seleção.
Histórico
Thuram não foi o único jogador que recebeu uma notícia triste como essa nesta semana. Com apenas 25 anos, o volante Oliveira, do Bahia, será obrigado a abandonar o futebol precocemente. Exames constataram problemas cardíacos no jogador, que foi aconselhado pelo departamento médico do clube a encerrar a carreira.
Abandonar a carreira, mesmo que cedo, pode ser a única alternativa para Oliveira continuar a vida sem maiores problemas. O mesmo não aconteceu com o volante camaronês Mark Foé, que faleceu durante um jogo das Copas da Confederações em 2003.
O mesmo final teve o zagueiro Serginho, do São Caetano, em 2004, o húngaro Feher, em 2005, e, no caso mais recente, em dezembro do último ano o lateral-esquerdo espanhol Puerta, do Seviila e da seleção nacional.
Ciência recuperou matador
Mas a ciência também já recuperou alguns jogadores e o caso mais conhecido no futebol brasileiro é do atacante Washington, do Fluminense. Quando defendia o Fenerbahçe, da Turquia, em 2002, teve diagnóstico de problemas cardíacos e chegou, por alguns médicos, ser aconselhado a parar.
Ele voltou ao Brasil, foi operado em Curitiba e voltou ao futebol vestindo a camisa do Atlético-PR, marcando gols e ganhando o apelido de “Coração Valente”. Aos 33 anos, diabético, além de seguir dieta, obedece rígidas determinações e comparece periodicamente aos médicos para exames preventivos.





































































































































