Maior artilheiro dos Estados Unidos, Pablo Campos revela desejo de voltar ao Guarani

O atacante atingiu marcas pessoais, como a de maior artilheiro da Liga Norte-Americana de Futebol, a NASL

Apesar de ser reconhecido mundialmente por seu poder econômico, os Estados Unidos ainda busca afirmação no cenário do futebol mundial. Mesmo tendo grandes nomes jogando na Terra do Tio Sam, como Donovan, um brasileiro tem feito sucesso.

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Campinas, SP, 01 (AFI) – Apesar de ser reconhecido mundialmente por seu poder econômico, os Estados Unidos ainda busca afirmação no cenário do futebol mundial. Mesmo tendo grandes nomes jogando na Terra do Tio Sam, como Donovan, um brasileiro tem feito sucesso. Trata-se do atacante Pablo Campos, que atua pelo Minnesota United.

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Em uma entrevista descontraída, o maior artilheiro da NASL (Liga Norte-Americana de Futebol) de todos os tempos, Campos revelou à reportagem do Portal Futebol Interior que, mesmo ofuscado pelos grandes nomes que surgiram na época em que esteve nas categorias de base do Guarani, mantém o desejo de retornar e ajudar na reconstrução do clube.

“Eu fui revelado pelo Guarani numa época muito boa. O Guarani tinha uma estrutura excelente nas categorias de base. Era muito difícil o Guarani disputar uma competição e não se sagrar campeão. Nessa fase foram revelados muitos jogadores. A maior revelação da minha época foi o Elano. Com isso, eu me apeguei ao clube e seria um dos meus sonhos voltar a jogar pelo Guarani, ver o clube reconquistar esse respeito e a restruturação financeira”, revelou seu desejo o atacante Pablo Campos.

Apesar do bom momento que atravessou com a camisa do Bugre, Campos decidiu investir em um projeto pessoal e profissional no Estados Unidos. Ele também ressaltou as dificuldades de adaptação, além de destacar a importância dos familiares neste processo de mudança. Depois se transferiu para o Botafogo-RJ, além de atuar no futebol grego e sueco antes de desembarcar no Estados Unidos.

“Eu deixei o Brasil por causa de uma oportunidade que tive de jogar numa faculdade Americana e estudar ao mesmo tempo. Com isso eu fui abrindo portas e acabei virando profissional. Fui vendido para a Suécia. Mas sempre soube que os EUA era meu lugar. Um ponto forte na minha ida foi a mudança da minha família para lá também. Eles me deram uma força muito grande no começo. Não é nem um pouco fácil mudar de país- por questões culturais mesmo”, lembrou o atacante brasileiro.

Diferente do Brasil, que tem o futebol como o principal esporte, as atenções quando o assunto é esporte na “Terra do Tio Sam” é dividida com outras modalidades como o Basquete e o Futebol Americano, que estão entre os mais populares daquele país. Mas Campos revelou sua satisfação em fazer parte do processo de construção cultural do futebol no Estados Unidos.

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“Muito bom fazer parte de um investimento no começo do negócio. A liga só existe há 18 anos e tem como competidor outros esportes que estão no mercado há mais de 90 anos. Eu fico contente de ver o desenvolvimento e crescimento de um esporte que está em ascensão. Fico orgulhoso de ver Brasileiros nas ligas do mundo inteiro e que faço parte dessa exportação de jogadores”, revelou.

Após sua adaptação no futebol norte-americano, Pablo se tornou referência, além de conquistar marcas pessoais como a de maior artilheiro da Liga Norte-Americana de Futebol (NASL) e superar nomes como o de David Beckham. “Eu sou o maior artilheiro da NASL. Como em nenhum esporte existe primeira, segunda e terceira divisão e sim diferentes ligas. Eu consegui ser campeão pelo Real Salt Lake na MLS em cima do Beckham, mas me destaquei mesmo na liga NASL. Eu fiz mais de 50 gols em 3 anos de liga. Bati o recorde do Romário de 18 gols quando fiz 21 numa só edição e tenho o recorde até hoje”.

Da mesma forma que muito admiram o Brasil não só pelo futebol irreverente e com muita técnica que pratica, o atacante afirmou que os norte-americanos também apreciam outras virtudes do país tupiniquim.

“Não só o Norte Americano é fã do nosso futebol como o mundo inteiro. Eles são fã do Brasileiro, e existe um pré-julgamento de que se for Brasileiro tem que jogar bem futebol. Eles querem ver a ginga Brasileira. O Brasil é muito bem visto por lá. A nossa cultura e costumes são bem muito falado no país do Tio Sam”, encerrou.