Luxa Campeão na luta pela Ética
É muito fácil criticar as pessoas ou tentar difamá-las por conseqüência a inveja e a falta de competência. Difícil é ser capaz de trabalhar, produzir e principalmente conquistar êxito em suas ações.
No último domingo estive no Morumbi para transmitir a partida entre Santos e São Caetano e após o término do jogo e a confirmação do título para o Peixe que teve melhor campanha na primeira fase e maior vontade na final, vi um Wanderley Luxemburgo bem diferente do que estava acostumado.
Um Luxa triste, com mágoa e com uma voz embargada. Exatamente ao contrário do que todos nós esperávamos após conquistar o Campeonato estadual mais difícil do país, inclusive alcançando a expressiva marca de sete conquistas em São Paulo.
O que motivou, ou desmotivou no caso o treinador santista foram as brigas envolvendo a saída de dois atletas que ele gostava muito por influência de empresários e principalmente a perseguição de alguns jornalistas a sua pessoa.
Tudo bem que Wanderley Luxemburgo não pode ser citado como um dos exemplos de humildade, mas confesso que não tenho nada contra ele, aliás tenho uma admiração profissional ao seu trabalho e ainda admito que ele pelo menos comigo se porta de uma forma cordial e respeitosa. Agora, certas coisas devem ser colocadas com mais frieza por parte de nós jornalistas e por conseqüência formadores de opinião.
As vezes me deparo com colegas de trabalho que constituem conceitos, ou no caso “pré- conceitos” , onde de forma impiedosa, jogadores, técnicos e dirigentes são atacados independente das ações a qual eles venham a tomar. Entendo que tenha que haver criticas, mas a uma ação e não a uma pessoa. Ninguém é 100 por cento bom ou ruim. As pessoas devem ser analisadas por um fato e não por um histórico e principalmente, jamais serem conceituadas por uma visão particular e pessoal.
Temos que quebrar essa barreira que em alguns anos vem crescendo demais no relacionamento entre imprensa e profissionais do futebol. Não precisa ser amigo, cúmplice ou mesmo conivente, mas sim temos a obrigação de sermos honestos com as pessoas e principalmente com as pessoas as quais nos seguem em relação as nossas opiniões absorvendo nossos conceitos e formando conceitos próprios.
Ainda bem que muitos profissionais de imprensa se solidarizaram com o treinador durante suas declarações.
Parabéns Wanderley Luxemburgo e Viva a Ética no Jornalismo





































































































































