LUTO! Morre Nilton Santos, ídolo do Botafogo e do Brasil

O ex-lateral-esquerdo faleceu na tarde desta quarta-feira, aos 88 anos, vítima de uma infecção pulmonar

Faleceu na tarde desta quarta-feira, aos 88 anos, na Fundação Bela Lopes, em Botafogo, Zona Sul do Rio, uma lenda do futebol brasileiro e mundial. O ex-lateral-esquerdo e ídolo do Botafogo, Nilton Santos, sofreu com uma infecção pulmonar.

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Rio de Janeiro, RJ, 27 (AFI) – Faleceu na tarde desta quarta-feira, aos 88 anos, na Fundação Bela Lopes, em Botafogo, Zona Sul do Rio, uma lenda do futebol brasileiro e mundial. O ex-lateral-esquerdo e ídolo do Botafogo, Nilton Santos, que foi internado no último sábado devido a uma infecção pulmonar, mas não resistiu.

Considerado com o melhor lateral-esquerdo da história, Nilton Santos havia apresentado uma melhora em seu quadro clínico terça-feira, porém não foi o suficiente para evitar o pior.

Ele vivia há cinco anos em uma clínica especializada no Mal de Alzheimer, e é seu o grande feito de ser o atleta que mais vestiu a camisa do Botafogo, já que atuou em 723 partidas, se tornando um dos maiores ídolos da história, ao lado do irreverente Garrincha.

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Como profissional, Nilton Santos defendeu apenas três times, o Botafogo, a seleção carioca e a Seleção Brasileira, porém, mesmo tendo atuado somente no Fogão, o ex-lateral era adorado por todo o país.

Defendendo a Seleção Brasileira, o craque esteve presente nas Copas de 1950, 1954, 1958 e 1962, se sagrando bicampeão mundial. Tendo disputado ao todo 84 partidas pelo Brasil e marcado três gols.

Com o clube carioca, a “Enciclopédia do Futebol” venceu por quatro oportunidades o Campeonato Carioca, nos anos de 1948, 1957, 1961 e 1962 e por duas vezes o torneio Rio-São Paulo, em 1962 e 1964

Em 2000, em votação realizada pela Fifa, Nilton Santos foi incluso no que foi considerado o melhor time do século XX.

Nilton Santos era um jogador à frente de sua época. Ao contrário dos zagueiros contemporâneos, gostava de ir ao ataque. Na Copa do Mundo de 1958, no jogo contra a Áustria, levou uma bronca do técnico Vicente Feola por ter passado do meio de campo. Ele fez mais. Tabelou com Mazzola e, na saída do goleiro, tocou com classe para fazer o segundo gol do Brasil.

Uma perda lastimável para todos os amantes do futebol!