Luto! Morre em Goiânia, narrador Cunha Filho “o melhor gol do Brasil”
Após ter sofrido um AVC há cerca de um mês, o narrador não resistiu e faleceu nesta madrugada de quinta-feira, em Goiânia
Aos 66 anos, começou no rádio em 1970 e criou muitos bordões icônicos
Por Lucimar Augusto
Goiânia, GO (AFI) – A crônica esportiva goiana amanheceu triste com a notícia do falecimento do narrador esportivo Cunha Filho, batizado como “o melhor gol do Brasil”. Cunha havia sofrido um AVC fazia cerca de um mês e acabou falecendo na madrugada desta quinta-feira no Hospital de Urgências de Goiânia.
Nascido no hoje Estado do Tocantins, Cunha Filho chegou ao rádio na década de 1970, primeiro como locutor noticiarista da Rádio Independência (hoje AM 1090). Depois, o narrador Jota Júnior que deu a ele a oportunidade de realizar o sonho que o levou para o rádio, ser narrador esportivo.
Jota havia retornado de Belo Horizonte e montado uma equipe de esporte na Rádio Jornal de Goiás (Hoje Band AM 820) e abriu as portas da profissão para o Cunha Filho.
CONSAGRAÇÃO COMO NARRADOR ESPORTIVO
Daí, para a consagração, foi um tempo curto. Cunha foi para o “Escrete de ouro da RBC”, comandado por Jayro Rodrigues. Depois foi contratado para ser o narrador titular da equipe esportiva da Rádio Anhanguera, comandada por dois dos principais narradores do rádio goiano: Jurandir Santos e Joel Fraga, que viram que o dono da audiência era o Cunha Filho.
Quando Jorge Kajuru assumiu a direção de esportes da Rádio Difusora, criando a legendária equipe “As Feras do Kajuru”, Cunha foi contratado, novamente ao peso de ouro. para ser o principal locutor, dividindo depois esta condição com o Édson Rodrigues.
VOZ ROUCA E FRASES CRIATIVAS
Narração vibrante, voz arroucada, diferente das vozes graves padrões da sua época, Cunha foi um fenômeno na narração. Criador de bordões como “vai tomando nota” – para chamar o tempo de jogo, “vai buscar lá dentro”, para assinar o gol narrado, ainda introduziu na narração esportiva, o aproveitamento de versos de músicas populares para dar brilho na narração.
Quem não se lembra do verso “cochilou, cachimbo cai, Zé Bobão”, que ele veiculava logo após a narração do gol, quando chamava o nome do goleiro e colava o verso da música nordestina.
Cunha sofreu um Acidente Vascular Cerebral, caiu na rua ficou dias e dias internado e infelizmente hoje veio a óbito nesta quinta-feira, devendo ser sepultado em Goiânia.
Lucimar Augusto é presidente da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de Goiás
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