Livro mostra como Vôlei se tornou o 2º esporte no Brasil
Campinas, SP, 22 (AFI) – Neste momento em que os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 desviam para a China todos os olhares do mundo esportivo e dos negócios, José Estevão Cocco, diretor-presidente da J.Cocco Sport Marketing, propõe uma viagem às verdadeiras origens do marketing esportivo brasileiro.
Por meio dos testemunhos de dirigentes, técnicos, ex-atletas, empresários, patrocinadores e demais pessoas que enfrentaram e venceram todas as dificuldades próprias do pioneirismo, o livro “Vôlei Brasil – História dos Vencedores sob o Foco do Marketing Esportivo” pretende mostrar a trajetória vitoriosa do nosso vôlei impulsionado por um marketing esportivo igualmente vencedor.
“O nosso desejo com este livro é o de mostrar, na prática, tudo que o marketing esportivo pode fazer para o crescimento de uma modalidade esportiva. Nosso objetivo é passar a receita de como foi feito o marketing do vôlei para a modalidade se tornar o segundo esporte do país em apenas 3 ou 4 anos”, ressalta José Cocco.
O roteiro começa nos Jogos Olímpicos de Moscou 1980, na ex-União Soviética, em plena Guerra Fria, com a seleção masculina de voleibol dando seus primeiros saltos rumo ao profissionalismo. João Granjeiro, Xandó, Badalhoca, Montanaro, Moreno, Renan, William, Amauri, Bernardinho, Suíço, Deraldo Wanderley e Bernard davam início a uma jornada que hoje nos dá a quase certeza de ouro em Pequim.
A geração que dava seus últimos saques numa Olimpíada, lado a lado com as novas pratas da casa, conquistou, em Moscou, um honroso quinto lugar, melhor classificação do Brasil até então. As vitórias sobre a Líbia, Tchecoslováquia, Iugoslávia e, principalmente, sobre a Polônia, os então campeões olímpicos, encheram os olhos do banqueiro Antônio Carlos de Almeida Braga, o Braguinha, que perguntou a Carlos Arthur Nuzman, à época presidente da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e hoje presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o que era preciso para o voleibol brasileiro conquistar uma medalha. Nuzman não teve dúvidas, disse ao Braguihha que era preciso que ele patrocinasse um time de voleibol.
“O Braguinha aceitou o desafio e montou o Atlântica Boavista, mas passou ao Nuzman a missão de conseguir a liberação de patrocínios em camisas de times junto ao Conselho Nacional de Desportos (CND), coisa que conseguiu quebrando protocolos e vencendo caras feias de todos os lados “, conta José Cocco.
Por sua vez, o Clube Atlético Pirelli também investiu alto no voleibol de alta performance e “criou-se uma rivalidade sadia que foi muito importante para alavancar o nosso voleibol”, destaca Nuzman em depoimento para o livro
José Cocco, de 1981 a 1984, ao lado de Luciano do Valle e José Francisco Coelho Leal, o Quico, acreditou no vôlei, que até então não tinha conquistado praticamente nada, e trabalhou para que a modalidade viesse a se tornar o segundo esporte mais popular no Brasil.
“Eles acreditaram no meu sonho e no meu projeto e tornaram possível o voleibol vencedor de hoje”, afirma Nuzman, que atualmente luta para trazer os Jogos Olímpicos para o Brasil.
Livro comemora os 25 anos do Grande Desafio
No dia 26 de julho de 1983, mais de 95 mil pessoas lotaram o estádio do Maracanã para assistir ao Grande Desafio de Vôlei Brasil X URSS numa grande festa, em plena noite de chuva, do que é hoje o segundo esporte mais popular do país. Esse recorde, ainda não quebrado, de público numa partida a céu aberto é o marco incial de um vôlei praticado com organização e com marketing esportivo de resultado.





































































































































