Libertadores: Com presença de Marcos, Bridgestone lança livro

O ex-arqueiro palmeirense foi o primeiro goleiro a receber o prêmio de melhor atleta da competição

O Museu do Futebol, em São Paulo, foi o palco escolhido pela Bridgestone, pelo jornalista Nicholas Vital e a Editora Cultura Sustentável para retratar a história da principal competição da América do Sul.

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São Paulo, SP, 22 (AFI) – O Museu do Futebol, em São Paulo, foi o palco escolhido pela Bridgestone, pelo jornalista Nicholas Vital e a Editora Cultura Sustentável para retratar a história da principal competição da América do Sul, a Copa Libertadores da América, na obra “Libertadores – Paixão que nos une”. O lançamento que ocorreu na noite da última sexta-feira, e contou com a presença do ex-goleiro do Palmeiras, Marcos, campeão da competição em 1999.

Aliás, o ex-arqueiro palmeirense foi o primeiro goleiro a receber o prêmio de melhor atleta da Copa Libertadores, principalmente, pelas exibições de gala que teve no duelo contra o maior rival da equipe de Parque Antártica, o Corinthians. Além de grandes defesas, foi o responsável direto pela classificação Alviverde para a fase semifinal contra o argentino River Plate.
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“As recordações são as melhores possíveis. A maioria dos pênaltis que defendi foram na Libertadores e esta é a melhor maneira de aparecer. No entanto, substituir um goleiro da envergadura como o Veloso foi terrível, até por que tinha poucas partidas como titular e desta forma tive a incumbência de enfrentar o Corinthians. Foi uma semana de orações”, revelou o “São” Marcos, goleiro e herói palmeirense na Libertadores de 1999.

Além de recordar a conquista do Palmeiras há cerca de 15 anos atrás, o livro de autoria do jornalista Nicholas Vital traz relatos de todas as edições da Libertadores e também dados estatísticos sobre a competição, inclusive sobre o predomínio de argentinos e uruguaios nas primeiras edições. A obra também retrata o surgimento da “La Copa”, assim denominada em seus primeiros passos.
“Esta produção é fruto de uma pesquisa de mais de dez anos sobre os principais clubes e seus diferenciais. Nele também podemos ver os desmandos nos primeiros anos de disputa como na final de 1962 entre Santos e Peñarol. O Peixe que venceu a primeira partida precisava apenas do empate no segundo jogo, que terminou em 3 a 3, mas o juiz relatou na súmula que a partida havia se encerrado aos 51 minutos. Assim, houve o terceiro, em Buenos Aires, que teve a vitória santista”, relatou Vital.
Protagonista maior da noite, Marcos também falou sobre os bastidores que envolve a disputa da Copa Libertadores, ele que tem em seu currículo seis participações e 57 partidas disputadas. Dentre as várias histórias vividas por ele durante a disputa, relatou uma que considera a mais extrovertida, esta ocorrida na capital argentina.
“Era um bando de jogadores brasileiros querendo ‘arranhar’ o espanhol e um deles, que não vou revelar o nome, até por que seria muita trairagem. Mas o fato se deu da seguinte forma: ‘Não é futebol, aqui é Palmeiras’. Isso sem contar os muitos rojões que soltam no meio da noite para perturbar. Se usam de várias táticas para ganhar a Libertadores”, destacou sempre de forma muito espontânea.
Para encerrar, o “São” Marcos também destacou a importância dos goleiros brasileiros na competição e citou a grande atuação de Vitor na conquista do Atlético (MG), no ano passado. “O Vitor foi decisivo, principalmente, no lance que aconteceu contra o Tijuana do México, aos 47 do segundo. Caso não pegasse o Atlético estaria eliminado e isso não é para qualquer um. Ele vai ficar pra sempre na memória do torcedor atleticano”, encerrou.