Libertadores: Bombas de gás paralisam jogo do Atlético-MG na Colômbia

Na quarta parada em campo, os jogadores entraram para os vestiários e voltaram depois com olhos lacrimejando

Na quarta parada em campo, os jogadores entraram para os vestiários e voltaram depois com olhos lacrimejando

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Barranquilla, COL, 13(AFI) – Por causa de efeitos de bombas de gás lacrimogêneo soltas perto do estádio Romelio Martinez, na cidade de Barranquilla, o jogo entre América de Cali e Atlético Mineiro foi paralisado aos 40 minutos do primeiro tempo, quando o placar apontava 1 a 1.

O jogo, válido pelo Grupo H da Copa Libertadores, começou sob o som de bombas de fora do estádio. No total, quatro vezes o jogo foi parado para que os jogadores pudessem jogar água nos olhos.

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Aos 38 minutos, na quarta parada, os jogadores dos dois times foram para os vestiários. Dez minutos depois o jogo foi reiniciado. Mas ainda ao som de bombas.

Uma quinta parada aconteceu nos últimos minutos, quando os jogadores do América ficaram tocando bola perto da grande área sem a participação dos mineiros, que ficaram em seu campo defensivo.

Até que o árbitro apontou o fim do primeiro tempo.

Conflitos não param em toda a Colômbia

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CONFLITOS GERAIS

A Colômbia vive um momento político complicado com protestos diários há duas semanas por causa de decisões do governo.Tudo por causa de um pacote fiscal do governo e que geraria perdas da população, que tem ido às ruas para protestar.

Alguns jogos já foram transferidos pela Conmebol – Confederação Sul-Americana – que tenta forçar a realização da Copa América no país no próximo mês de junho. Algo que parece muito difícil ou arriscado.

Este clima de guerra também foi visto na quarta-feira durante o jogo entre Junior Barranquilla e River Plate que terminou empatado por 1 a 1. O jogo também parou por causa de emissão de gás, que afeta os olhos e atrapalha a respiração.

MAIS PROTESTOS
Protestos semelhantes ocorreram também na cidade de Pereira, local do jogo Atlético Nacional x Nacional-URU. Manifestantes tentaram impedir a saída da delegação do clube uruguaio do hotel, o que atrasou o início do jogo em uma hora.

Mas o clubes temem por não cumprir o regulamento, que diz o seguinte:

“A interrupção, suspensão e abandono do campo de jogo ou cancelamento da partida são o último recurso possível e somente poderão ocorrer quando houver uma ameaça clara e iminente à segurança dos jogadores, oficiais e/ou público”