Leonel, Leonel, a coisa tá ficando feia!
Leonel, Leonel, a coisa tá ficando feia!
Pela amizade de décadas e carinho que eu tenho com o Leonel (Martins de Oliveira), acredito ter liberdade para falar o que deve
ser falado, sem mágoas e ressentimentos. O verdadeiro amigo é aquele que alerta, às vezes publicamente, e não aquele que fica “malhando” por ai nas esquinas da vida.
Se, se tenho escrito aqui que o Guarani está mal, é, primeiro, porque conheço futebol. Já joguei no amador da Votuporanguense, convivendo com ótimos treinadores. Até mesmo depois, como narrador de futebol, convivi com os melhores estrategistas do esporte bretão. Então, falo com conhecimento de causa. Sempre fui bom aluno.
Quando falo do Guarani, acredite, falo com sentimento. Afinal, eu sou bugrino, pôxa! Como aqui no FUTEBOL INTERIOR, tenho do meu editor, liberdade, como também, tenho plena liberdade no “DIÁRIO DE VOTUPORANGA”, escrevo com o coração em frangalhos.
Coisas lindas?
Sinceramente, gostaria de estar escrevendo coisas lindas do Bugrão. Dizendo, por exemplo, que o Leonel, conseguiu pagar todas as dívidas herdadas… Que o Guarani tem ótima condição de ficar entre os quatro melhores… Que o Guarani vai voltar para a Séria A do Brasileirão…
Eu não vou me enganar e tão pouco mentir para o leitor e torcedor bugrino. O time está mal orientado. Foi treinado apenas para se defender. Agora, que acende o sinal de alerta, desesperadamente, tenta marcar gols. Só que não houve treinamento específico para isso e ai está a maior dificuldade. Pior, os jogadores, que são bons, estão ficando nervosos.
Ouvindo o jogo contra o Guaratinguetá pela Rádio Bandeirantes, no segundo tempo, o Carlos Batista narrou uns quatrocentos ataques do Guarani, todos com os laterais Maranhão e Itaqui alçando os atacantes na grande área. O que falta ? Falta treinamento, isto é, o obvio: goleiro lança para a defesa, a defesa joga com o meio de campo e o meio de campo alimenta o ataque. Simples, não é ?.
Só chuveirinho
Entretanto, ocorre que Guarani ataca desordenadamente, no
desespero e através dos laterais, que ficam o tempo todo com o famoso “chuveirinho” na área. Este tipo de jogada facilita a defesa que joga de frente para os atacantes. O Guarani ataca bastante, porém, são ataques enganosos que raramente dão algum resultado, como por exemplo, aquele lance fortuito do Fernando Gaúcho acertando um “voleio” contra a Ponte Preta.
Contra a Esportiva de Guaratinguetá, erra o comentarista que diz que o Guaratinguetá arrancou um empate em Campinas. Mentira. Quem conseguiu o empate foi o Guarani, numa luta titânica contra um time que estava com apenas dez jogadores em campo.
O Leonel, que têm um coração maravilhoso, talvez ainda continue insistindo com o Luciano Dias pelo fato dele ter sido o treinador que trouxe o Guarani para a Série B do Brasileirão. Se for só por isso, Leonel está errado. No futebol não cabe administração caridosa e de bondade.
Missão era fácil
E tem mais, como já disse aqui, qualquer técnico “meia boca” teria classificado o Guarani dado o baixo nível dos adversários. Aliás, o Guarani perdeu a chance de ser campeão e conquistar a Tríplice Coroa, ou seja: Campeão Brasileiro da Série C, Série B e Séria A.
Como tenho que entregar a coluna no sábado, não vai dar para falar do jogo do Guarani contra o Santos, na Vila Belmiro. Claro que vou torcer por uma vitória bugrina, coisa que não acho difícil pela situação de pânico que, também, vive o time da Vila Belmiro.
Se perder, o Luciano Dias, tenho certeza, vai procurar o Leonel, agradecer a grande oportunidade que recebeu para dirigir uma grande equipe, vai pegar o boné e voltar para o Rio Grande do Sul, onde, certamente, em poucos dias receberá uma outra e boa oportunidade de trabalho.
Aranha precisa de tratamento?
Aranha, goleiro da Ponte Preta, anda tomando gols incríveis no seu lado esquerdo. Tomou contra o Palmeiras, Guarani e São Paulo. Também na final contra o Corinthians, aqui no Majestoso, tomou o gol com a bola passando do seu lado esquerdo, rente com seu corpo. Todos de fáceis defesas.
Uma vez li uma matéria falando de “VISÃO PERIFÉRICA”, coisa que o Pelé tinha com a mais absoluta precisão. É só lembrar, na Seleção Brasileira, o passe que ele deu, DE COSTAS, para Carlos Alberto que entrava pela direita e fez um golaço.
Acho que os diretores da Ponte deveriam atentar para o assunto que é sério.
Abraços cordiais
Para o Jânio Henrique Valim, baita jornalista, editor do jornalístico FALA BRASIL, da Tv. Record; Vittorio Valim, filho do Jânio, que com sete anos de idade já briga pelo Bugre;
Dr. Francisco Galvão, bugrino doente; Dr. Clóvis Purgato, Ituano desde menino;
Pixoxó, pontepretano, dono da melhor funilaria do Brasil;
Junior Marão, prefeito de Votuporanga e, Waldenir Cuin, escritor espírita e alto funcionário da Câmara Municipal de Votuporanga.
Pra todos, muitas “almôndegas”, preparadas pelo Jânio Valim.





































































































































