Léo Coelho rebate Amazonas e cobra R$ 8 mi na Justiça
Zagueiro classificou como "infeliz" nota do clube que expôs suas falhas e revelou cinco meses de salários atrasados.
Jogador já havia ingressado com ação de rescisão indireta na Vara do Trabalho de Manaus.
Manaus, AM, 13 (AFI) – A guerra entre o Amazonas FC e seu ex-zagueiro Léo Coelho ganhou um novo e explosivo capítulo nesta segunda-feira (13). Horas depois de o clube manauara publicar uma nota oficial confirmando a saída do defensor e, de forma incomum, divulgar lances de falhas do jogador em campo, o atleta veio a público classificar a atitude como “infeliz” e revelou os bastidores de uma crise financeira que, segundo ele, já dura mais de um ano. Na resposta, Léo Coelho afirma que o Amazonas deve cinco meses de salários e que a dívida total ultrapassa os R$ 8,1 milhões.
“NOTA INFELIZ” E DESVIO DE FOCO
A nota divulgada pelo Amazonas FC SAF surpreendeu o mercado pelo tom incomum: além de comunicar o desligamento, a publicação trouxe vídeos com erros cometidos pelo zagueiro durante sua passagem pelo clube — uma estratégia raramente vista no futebol profissional. Para Léo Coelho, a atitude teve um único objetivo: tirar os holofotes do que realmente importa.
“Após a infeliz publicação em redes sociais efetuadas pelo Amazonas FC SAF, o atleta Léo Coelho vem a público esclarecer que a publicação visa tirar o foco do real problema que vem ocorrendo no Amazonas FC SAF desde o ano de 2025: a ausência de pagamentos de salários, direito de imagem, auxílio moradia e FGTS”, afirmou o jogador em nota oficial divulgada por sua assessoria.
AÇÃO NA JUSTIÇA ANTES DA NOTA DO CLUBE
A cronologia dos fatos joga luz sobre a versão apresentada pelo zagueiro. Ao contrário do que a publicação do Amazonas poderia sugerir, Léo Coelho não foi demitido no dia 12 de julho. Na verdade, dois dias antes — em 10 de julho —, o jogador já havia ingressado com uma ação na 12ª Vara do Trabalho de Manaus solicitando a rescisão indireta do contrato por falta de pagamentos, nos termos da Lei Geral do Esporte e da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O processo, registrado sob o número 0000880-17.2026.5.11.0012, tramita na Justiça do Trabalho e cobra as seguintes verbas:
· FGTS dos meses de agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro e 13º salário de 2025, além de janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho de 2026;
· Salários de fevereiro, março, abril, maio e junho de 2026;
· Direito de imagem de fevereiro, março, abril, maio e junho de 2026;
· Auxílio moradia de fevereiro, março, abril, maio e junho de 2026;
· 13º salário proporcional de 2025.
PAGAMENTOS “PICADOS” E COLAPSO FINANCEIRO
O relato de Léo Coelho expõe um quadro financeiro caótico nos bastidores do clube auriverde. Segundo o jogador, os salários eram pagos com meses de atraso e de forma fragmentada, prática que se arrastava desde o ano anterior. “Fato é que o Amazonas FC SAF, durante a contratualidade, sempre efetuou pagamentos salariais em atraso e de forma picada, ao ponto que pagamentos realizados em julho de 2026 referem-se a janeiro de 2026”, detalha a nota do atleta.
Somados os valores em aberto, multas contratuais e honorários advocatícios, a dívida do Amazonas com Léo Coelho atinge a impressionante cifra de R$ 8.125.567,16. O zagueiro havia sido a primeira renovação anunciada pelo clube para a temporada 2026, com contrato de três anos — um vínculo que, na prática, jamais foi honrado.





































































































































