Leila diz que Palmeiras quer sair da Libra e cutuca Flamengo

"A liga precisa da CBF porque cada clube quer uma coisa diferente. Tem clube até que se acha o Real Madrid das Américas…", disse.

Segundo a dirigente, a ideia é aguardar os próximos passos de uma possível liga estruturada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF)

Brasileirão-2026
Leila Pereira, presidente do Palmeiras - Foto: Cesar Greco/Palmeiras

São Paulo, SP, 2 – A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, voltou a subir o tom contra a Libra e indicou que o clube trabalha para deixar o grupo que negocia direitos comerciais do futebol brasileiro. Em entrevista à TV oficial do clube, a dirigente afirmou que a liga se distanciou da proposta original e fez críticas indiretas ao Flamengo.

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Segundo Leila, a ideia é aguardar os próximos passos de uma possível liga estruturada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

“O objetivo do Palmeiras é sair da Libra. Não é que o Palmeiras vai migrar para a FFU (Futebol Forte União). Eu vou aguardar os próximos passos da futura liga organizada pela CBF. A Libra perdeu completamente o seu objetivo e a sua essência”, afirmou a dirigente.

RELEMBRE

Leila também relembrou o início das discussões entre os clubes, ainda em 2022, quando havia a expectativa de criação de uma liga unificada no país. A presidente admitiu frustração com o rumo das negociações.

“Pouco depois de eu me tornar presidente do Palmeiras, ainda em 2022, os clubes se reuniram em São Paulo com o objetivo de organizar uma liga única, a Libra. Hoje, percebo que naquela época eu era muito romântica. Pensei que, com aquela reunião, nós conseguiríamos organizar um campeonato juntos. Doce engano, doce ilusão”, declarou.

CRITICOU A FALTA DE UNIÃO

Em tom crítico ao cenário atual de organização do futebol brasileiro, Leila Pereira voltou a expor sua insatisfação com a falta de alinhamento entre os clubes e o rumo das ligas no país:

“Os clubes não se entendem. É um puxando mais para o seu lado, um querendo ganhar mais do que o outro, e não dá. Formaram-se então duas ligas que, na verdade, são dois blocos econômicos para negociar direitos de transmissão. Por um tempo, foi interessante, negociamos em conjunto o contrato com a Globo, mas ficou nisso… É impossível, do jeito que está, os dois blocos se unirem para organizar um campeonato. Tanto é que eu nem participo mais de reunião. Não suporto reunião em que não se decide nada”, disse Leila Pereira, presidente do Palmeiras

A dirigente ainda reforçou que vê dificuldade em alinhar interesses entre os clubes sem a participação da CBF no processo. Ao comentar o cenário atual, voltou a fazer uma provocação ao Flamengo, sem citar o clube diretamente.

“A liga precisa da CBF porque cada clube quer uma coisa diferente. Tem clube até que se acha o Real Madrid das Américas…”, disse.

CRISE INTERNA

O posicionamento de Leila acontece em meio a um cenário de desgaste interno na Libra, especialmente após divergências sobre a divisão de receitas de direitos de transmissão. Um dos pontos de atrito foi um acordo que aumentou a fatia recebida pelo Flamengo, o que gerou incômodo em outros clubes, incluindo o Palmeiras.

Mesmo diante das críticas, a dirigente já havia sinalizado anteriormente que decisões envolvendo a permanência ou saída do bloco precisam considerar impactos financeiros e coletivos.

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