Laudos isentam Ramírez de injúria racial e flagra xingamento de B.Henrique

No entanto, o caso envolvendo Gerson ainda vem sendo investigado pela polícia

No entanto, o caso envolvendo Gerson ainda vem sendo investigado pela polícia

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Salvador, BA, 23 (AFI) – O Bahia contratou uma perícia própria para analisar o caso envolvendo o meia Ramírez e o atacante Bruno Henrique. Conforme os laudos das empresas, o jogador tricolor não cometeu injúria racial. O documento também trouxe à tona vários xingamentos por parte do atleta rubro-negro.

“O processo é delicado o suficiente, precisa ter profundidade suficiente (de análise) para que tenhamos mais opiniões sobre o assunto, com peritos que tenham mais expertise no assunto, que tenham histórico sobre o tema e que tenham vivência genuína na língua espanhola.

Foi isso que a gente fez. Imagino que a visão do que temos visto até agora nos indique para não confirmar que teve outro caso de injúria racial no jogo“, disse o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, ao Globo Esporte.

GERSON REFORÇA DENÚNCIA SOBRE RACISMO

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Eduardo Llanos, um dos peritos contratados pelo Bahia, explicou sobre o caso. “Inicialmente nós conseguimos ver que ele (Bruno Henrique) fala para Ramírez: “arrombado” e depois “gringo de m…”. A palavra “arrombado” também é utilizada em cima do outro jogador (Daniel) do mesmo time do Ramírez. Posteriormente, na sequência, quando vem aquela conduta de ambos os jogadores, Ramírez pergunta: “qué pasó?”. Que é o mesmo que perguntar qual é o problema, o que você está querendo. “Qué pasó” é chamar para a briga.”

“Com a mão, ele faz o gesto, que significa que você é um fanfarrão, um falador, você fala o que não sabe, o que não conhece. Para irritar o jogador. E posteriormente, ele fala “tá quanto?”, “tá quanto?”, separado. A palavra correta seria “está quanto”, continuou.

Ramírez em polêmica com Bruno Henrique
Ramírez em polêmica com Bruno Henrique

MAIS SOBRE A POLÊMICA!
O presidente do Bahia não quis acreditar que seu jogador cometeria ofensa racista contra Bruno Henrique logo depois de toda polêmica envolvendo o meia Gerson.

“É importante lembrar que esse suposto fato de injúria racial de Ramírez em Bruno Henrique seria após toda a confusão e toda a acusação que ele já sofreu do primeiro caso com Gerson. Imaginemos aqui que depois de toda aquela confusão, de ele ter sido acusado de injúria racial, o jogo retoma e ele faz novamente.

Se a gente confirmasse isso, naturalmente, seria algo muito assustador. Entendo como improvável que tenha acontecido não só pelos laudos, mas pela circunstância do jogo e do ser humano em uma situação de pressão como aquela”, falou o mandatário.

“Junto com a fonoaudióloga forense, que é especialista em leitura labial, foi constatado tecnicamente que não existe a palavra negro em nenhuma das frases faladas pelo Ramírez na discussão. Não existe.

O que acontece é que você observa a forma de colocar os lábios, a projeção da boca, tudo isso vai entregar uma palavra similar ou uma que você precisa encontrar. Mas não tem indícios de ele ter falado essa palavra. A palavra negro não existe em nenhuma palavra emitida pelo jogador“, completou Eduardo Llanos.