Lanús x Ponte Preta – 113 anos em 90 minutos!

Ponte retorna à Argentina em busca do seu primeiro título de expressão da história

Fundada no dia onze de agosto de 1900, a Ponte Preta fará nesta quarta-feira, às 21h50, a partida mais importante de sua história. Clube de futebol mais antigo em atividade de futebol profissional no Brasil, a Macaca chegou pela primeira vez.

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Campinas, SP, 10 (AFI) – Fundada no dia onze de agosto de 1900, a Ponte Preta fará nesta quarta-feira, às 21h50, a partida mais importante de sua história. Clube de futebol mais antigo em atividade de futebol profissional no Brasil, a Macaca chegou pela primeira vez em uma decisão internacional. Como não poderia ser diferente e já está acostumado o torcedor pontepretano, o desafio não será nada fácil. Em pleno estádio Cidad de Lanús, conhecido como “La Fortaleza”, o time campineiro enfrenta o Lanús pelo jogo de volta da Copa Sul-Americana.

A Rádio Futebol Interior trará todas as emoções deste jogo, com a equipe campeã em transmissão esportiva. Ednaldo Vince narra o jogo, com os comentários de Rodolfo Leme e reportagens de Thiago Farias, diretamente do “La Fortaleza”.

No caso do time paulista, o título terá um significado inigualável. Será o primeiro da história do clube, fundado há 113 anos, e ainda um título internacional que lhe terá benefícios em 2014. Uma vaga na própria Sul-Americana, outra na Recopa Sul-Americana, uma na Copa Libertadores e ainda a participação na Copa Suruga, contra o campeão japonês. Seria uma recompensa pela fraca campanha que determinou o seu rebaixamento para a Série B

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Como jogo de ida, que aconteceu no Pacaembu, carinhosamente apelidado de “Macacaembu” pela invasão pontepretana, terminou empatado por 1 a 1, somente a vitória interessa aos dois times para a conquista do título. Diferente das outras fases da Sul-Americana, na final o gol fora de casa não é critério de desempate, portanto, um empate na Argentina leva o jogo para a prorrogação. Persistindo o empate, o título será decidido nas cobranças de pênaltis.

Nos 90 minutos da partida desta quarta-feira, a Ponte Preta coloca a tradição de 113 anos e mais do que enfrentar o Lanús, enfrenta o seu trágico passado de nunca ter conseguido vencer uma final de campeonato de expressão. Já foram cinco tentativas.

Por outro lado, a euforia e comoção do torcedor pontepretano é invejável. Mais de três mil loucos pela Macaca estarão acompanhando o jogo no “La Fortaleza”, esperançosos em gritar o tradicional grito de “É Campeão”. Só os 90 minutos dirá se é chegada a hora do tão sonhado título da Ponte Preta.

Apostando na experiência
Mesmo não sendo um clube tradicional da Argentina, como Boca Juniors e River Plate, o Lanús chega para essa final da Copa Sul-Americana como o favorito para a maioria das pessoas de toda a América do Sul que acompanharão o jogo. Nem tanto por causa do adversário, mas por atuar o segundo jogo em casa, no “La Fortaleza” e por ter no banco de reservas o treinador Guillhermo Barros Schelotto. Um dos jogadores mais vitoriosos da Argentina nos últimos tempos, o agora treinador quer passar a sua experiência para os seus comandados.

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“Estamos ansiosos, porém tranquilos por termos chegado até aqui, esperançosos de que faremos uma grande partida. Vou passar aos jogadores a experiência, essas são as características da equipe e de cada jogador. Vamos fazer de tudo para ganhar, é uma final”, disse o técnico.

Assim como Jorginho, Schelotto também faz mistério quando o assunto é o onze inicial do Lanús que entrará em campo nesta quarta-feira. Com Pereyra Diaz suspenso com o terceiro cartão amarelo, o treinador tem duas opções, mas uma delas ainda depende de uma avaliação do Departamento Médico.

O atacante Acosta, que não atuou no jogo de ida, com uma lesão muscular, retornou aos treinamentos nesta semana e pode ser a grande surpresa no ataque. Caso ele não seja liberado, então Jesus Benitez herdará a vaga deixada por Diaz.

“Vamos pensar bem se ele joga, porque tem que estar cem por cento. Tentaremos repetir o nosso esquema, vamos tentar jogar como sempre”, disse Schelotto.

O mistério da lateral-esquerda e o controle da ansiedade
A Ponte Preta tem dois desafios para superar nesta quarta-feira além do adversário argentino. A ansiedade do time, que luta pelo primeiro título de expressão do clube é visível no rosto de cada um no desembarque em Buenos Aires e o outro está no substituto de Uendel na lateral-esquerda. O jogador, grande destaque nos últimos jogos da Macaca levou o terceiro cartão amarelo no jogo de ida e está suspenso.

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Para controlar a ansiedade, o técnico Jorginho Campos utilizará o mesmo método dos outros jogos, usando de sua calma e tranquilidade para manter o grupo focado no jogo. O substituto de Uendel também já está escolhido, porém, como fez nos jogos anteriores, o treinador da Ponte Preta mantém o mistério.

“Nós fizemos um treinamento, já definimos a equipe, os jogadores sabem, mas estão ligados para que não haja vazamento de informação. É uma oportunidade que temos de surpreender o adversário. Também treinamos pênaltis. Deixamos tudo pronto”, confirmou o técnico Jorginho Campos.

O treinador da Ponte manteve o mistério em três nomes. A primeira opção será colocar Chiquinho, que iniciou a carreira como lateral-esquerdo e assim manter o time ofensivo pelo setor. Outra opção é improvisar o lateral-direito Régis, reserva de Artur, no lado esquerdo. O mais provável, porém, é que Diego Sacoman seja deslocado para lateral e Ferron ganhe uma chance ao lado de César no miolo de defesa.