kleina já não consegue justificativa convincente para fracasso da Ponte Preta

Figueirense vence em Campinas

kleina já não consegue justificativa convincente para o fracasso da Ponte Preta

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Pra contextualizar esta derrota da Ponte Preta diante do Figueirense por 3 a 1, na noite desta terça-feira, em Campinas, o melhor ‘prumo’ é a entrevista coletiva de seu treinador Gilson Kleina, nervoso e com respostas desconexas.

Quando questionado se ainda seria possível tirar mais deste time nos jogos restantes desta Série B do Campeonato Brasileiro, Kleina se irritou e retrucou ao repórter: “Não adianta você me jogar contra a torcida”.

Na sequência, tentou justificar tropeços ao enumerar problemas de suspensões e lesões de jogadores, esquecendo que os demais integrantes da competição enfrentam o mesmo dilema.

O sempre polido Kleina se destemperou com insistentes questionamentos de seus interlocutores e lascou: “Só temos o Roger que faz o gol”, em alusão que nos pés dos demais a conclusão não tem o acabamento desejado.

ENTROU DESLIGADO

Compreende-se parcialmente a irritação do treinador ao ver a sua equipe entrar em campo desligada, e sofrer gol com um minuto e 45 segundos de partida.

Lateral-esquerdo Guilherme Guedes, que sequer deveria ter sido escalado por deficiência técnica, tomou bola nas costas, e, na volta à cobertura, não interceptou a sequência da jogada. Assim o centroavante Rafael Marques colocou o Figueirense à frente do placar.

Mesmo em desvantagem a Ponte Preta pautava pela lentidão, o que facilitava a recomposição adversária. E só começou a acelerar o jogo quando passou a usar mais o lado esquerdo do campo com Araos, a partir da metade daquele período.

PÊNALTI

Todavia, só chegou ao empate devido à imprudência do lateral-esquerdo Conrado, do time catarinense, que cometeu pênalti desnecessário sobre o atacante Marquinhos, da Ponte, e covertido por Roger aos 29 minutos.

Curiosamente, no minuto seguinte a Ponte até poderia ter virado o placar, em outra falha de Conrado, que perdeu bola fácil em sua área, com desdobramento da jogada se oferecendo a Araos, que finalizou na trave e defesa do goleiro Pegorari, no rebote.

FIGUEIRA AVANÇOU

Errou Gilson Kleina quando citou não ter visto o Figueirense propor o jogo.

Ora, quem avançou as linhas e teve domínio da partida nos primeiros 14 minutos do segundo tempo?

Foi o tempo suficiente para que o goleiro pontepretano Ygor Vinhas praticasse a defesa do jogo em chute certeiro de Jefferson Renan.

Depois disso disso o Figueirense chegou ao segundo gol através de Andrigo, em lance de desarranjo defensivo de Edílson e Renan Fonseca, para posteriormente Guedes marcar a própria sombra, em vez de acompanhar o adversário.

GOL ANULADO

A Ponte Preta só incomodou o adversário, durante o segundo tempo, em dois lances.

Primeiro quando Roger, na cara do gol, finalizou em cima do goleiro Pegorari. Depois, aos 47 minutos, quando em chute forte, de fora da área do atacante João Carlos, a bola ultrapassou a linha fatal após bater na trave, mas o árbitro pernambucano Gilberto Rodrigues Castro Júnior ignorou.

Antes disso, como a Ponte atacava sem se organizar para cobertura nos contra-ataques do adversário, foi supreendida pela terceira vez, em gol de Vitor Guilherme.

DESCONFIANÇA

Kleina ainda aposta na capacidade de reversão deste quadro nefasto do time pontepretano, projetando outra trajetória na próxima temporada.

Já a torcida pontepretana tem suas desconfianças de mudança de cenário, e com inteira razão.

Logo, não teria sido precipitada a posição do presidente Sebastião Arcanjo ao ter bancado publicamente a permanência do treinador para 2020?

Neste cenário, claro está que a paciência da torcida é bem pequena, e a tendência natural é de dura cobrança na hipótese de não haver significativa melhora.