Kaique Zanotto vive temporada dos sonhos e lidera Dic City na final da Série Ouro

Atacante Kaique Zanotto, artilheiro das últimas duas edições do Sub-20, comanda o Dic City em campanha invicta rumo à final da Liga Campin

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Após cirurgia no joelho, Kaique se firma como um dos principais nomes do futebol amador da região. (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Campinas, SP, 20, (AFI) – Poucos atletas vivem, no futebol amador, uma fase tão especial quanto Kaique Zanotto. O jovem atacante não apenas superou uma cirurgia grave no joelho como também se transformou em peça-chave de três campanhas memoráveis: finalista da Série Ouro da Liga Campineira com o invicto Dic City, artilheiro do Sub-20 pelo Brahmeiros com 11 gols, e decisivo no Mastiga Samba, finalista do Campeonato Amador de Indaiatuba.

O momento é especial por muitos motivos — e o principal deles é o renascimento. “Muitos sabem o que eu passei. A cirurgia foi difícil, o processo de recuperação foi doloroso. Mas pedi força a Deus e hoje estou colhendo frutos. Chegar a duas finais e ainda ser artilheiro do Sub-20 pela segunda vez seguida é uma bênção”, diz Kaique.

No Dic City, seu impacto foi imediato. Em sua estreia na temporada, marcou dois gols contra o Icaraí, em uma vitória por 2 a 0 que praticamente garantiu a classificação antecipada do time. O jogo ficou marcado como símbolo da virada pessoal e do início de uma campanha histórica. “Foi meu primeiro jogo com a camisa do Dic City em 2025. O Igão acreditou em mim, me deu espaço e eu pude responder dentro de campo. Nunca vou esquecer esse jogo”, relembra.

O Dic City, aliás, é um caso à parte. Campeão da Série Prata em 2024, o time chegou à elite como franco-atirador, mas calou os críticos com uma campanha invicta e 88% de aproveitamento. Venceu Parma, Chapadão, Icaraí, Bartiras e empatou com o Flamenguinho. Nos mata-matas, eliminou Portelinha, Grêmio Cafezinho e novamente o Flamenguinho — todos com atuações sólidas e nervos no lugar nas disputas de pênaltis.

Para Kaique, o segredo está na mentalidade do grupo. “O Dic City é um time batalhador. A base é quase a mesma da temporada passada, com algumas peças novas. O grupo é focado, unido e merece estar onde está. Muita gente desacreditou, mas a gente sabia do nosso potencial. Daqui dois, três anos, o Dic vai calar muita boca”, afirma o camisa 11.

Nos bastidores, o time precisou lidar com a incerteza da semifinal contra o Parque Brasília, que acabou anulada por decisão da organização. O adversário da final acabou sendo o tradicional Unidos Novo Campos Elíseos, o Morro, e Kaique respeita: “É um time gigante, com jogadores como o Amado Robinho, que é minha inspiração. Mas agora defendo a camisa da minha quebrada. Sempre morei no DIC e vou fazer de tudo pra trazer esse título pro nosso bairro”.

Mesmo com o nome em alta no amadorismo da RMC, Kaique mantém os pés no chão ao falar do futuro. “Ser reconhecido nas ruas, pelas crianças, é especial demais. Se o profissional tiver que vir, vai vir. Deus sabe o caminho certo. O importante é seguir com humildade, fazendo o que amo.”

Na hora de escolher o gol mais marcante do ano, ele não titubeia. “Foi o da minha volta, depois da lesão. Em Santa Bárbara, no campo do São Fernando. Aquele gol me provou que eu estava de volta.”

A final da Liga Campineira será no domingo, 22 de junho, às 9h30, no estádio Moisés Lucarelli, com entrada gratuita. E, se depender de Kaique Zanotto, o Dic City promete lutar com raça, determinação e muita bola na rede.