Justiça nega pedido e patrocinador do Guarani continua detido
O empresário tem fortes laços com o presidente do Bugre, Marcelo Mingone
Guarujá, SP, 17 (AFI) – Apesar da tentativa de seu advogado, Marcelo Valdir Monteiro, o empresário Felício Tadeu Bragante continua detido na cadeia de Santos, litoral de São Paulo. Na última quarta-feira, a juíza 2ª Vara Criminal do Guarujá, Carla Gonçalves de Bonis, negou o pedido de revogação de prisão temporária do proprietário da ASA Alumínio, empresa que patrocina o Guarani.
Bragante segue detidoNa última segunda-feira, Bragante foi preso em uma operação conjunta da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O empresário é suspeito de ser um dos mandantes do assassinato ex-secretário executivo de Coordenação Governamental do Guarujá, Ricardo Augusto Joaquim, ocorrido em março.
Após ser detido dentro de sua empresa, no Jardim São José, em Campinas, Bragante foi encaminhado para prestar depoimento no Guarujá e posteriormente foi levado para a cadeia de Santos. Para casos de homicídio, a prisão preventiva é de 30 dias. O proprietário da ASA Alumínio teve sua prisão decretada, sob argumento de que poderia se foragir enquanto as investigações são realizadas.
Além de ser o principal patrocinador do Guarani, o empresário também tem fortes laços com o presidente do Bugre, Marcelo Mingone. Algumas acusações apontam ainda que, além de estampar a logomarca de sua empresa na camisa alviverde, Bragante teria voz ativa dentro do clube e estaria investindo na compra de direitos de jogadores bugrinos.
Reconstituição do crime
No dia 8 de março, o ex-secretário do Guarujá, Ricardo Augusto Joaquim de Oliveira, foi assassinado com cerca de dez tiros por volta das 20h30, enquanto presidia uma reunião do Partido Pátria Livre (PPL).
Crime continua a ser investigado
Na ocasião, segundo a Polícia Militar, os criminosos chegaram em duas motos ao local e, na porta da sede do partido, no número 305 da rua Mario Silveira, efetuaram os disparos e fugiram.
Ricardo Joaquim morreu no local, e o pré-candidato a vereador e secretário do partido Carlos Alberto de Souza, o Carlinhos da Praia, foi atingido de raspão. O caso foi registrado no 1º DP de Guarujá.
Quando ainda era secretário de Segurança de Guarujá, em 11 de maio de 2010, Ricardo Joaquim tinha sofrido um sequestro-relâmpago no qual foi mantido refém por cerca de três horas antes de ser libertado na rodovia Piaçaguera-Guarujá, em Cubatão, próximo a uma praça de pedágio.
Principais suspeitos pelo crime, três pessoas acabaram detidas. Além de Bragante, também foram presos um outro empresário do segmento de alumínio, que amigo de Bragante, e um policial militar acusado de ter executado o secretário. Os nomes são mantidos em sigilo sob alegação de “segredo de justiça”.





































































































































