Justiça adia parecer final para ouvir parceiro do Taubaté

Taubaté, SP, 23 (AFI) – A Justiça indeferiu, nesta sexta-feira, o pedido feito pelo Taubaté para romper o contrato de terceirização do futebol do clube. A juíza Márcia Rezende, da 3ª Vara Cível do município, quer ouvir primeiramente representantes da Meca Sports.

Na resposta dada à petição, a juíza explica que, em principio, “não vislumbra situação de dano irreparável ou de difícil reparação, a exigir a supressão do contraditório”. Diz ainda que “a questão pode ser reapreciada após a vinda da defesa”.

Ainda de acordo com a juíza Márcia Rezende, “há um contrato em vigor e a ré deve ser ouvida quanto ao alegado inadimplemento das cláusulas estabelecidas. A prova já produzida não é inequívoca a este respeito” (trechos retirados da conclusão judicial).

Meca Sports preprara defesaCom isso, a decisão de autorizar ou não o rompimento de contrato assinado entre Taubaté e Meca só será tomada pela Justiça após ser ouvido algum representante da empresa que administra o futebol do Burro da Central.

Foi estipulado pela juíza um prazo de 15 dias para que a Meca possa se defender da acusação de acumulo de dividas e não cumprimento do contrato.

“Estou sendo atacado com freqüência, mas vou utilizar com tranqüilidade esse período (15) para apresentar minha defesa”, disse Antonio de Oliveira, responsável pela Meca.

Presidente executivo do Taubaté, Elidemberg Nascimento disse que só resta à diretoria do clube acatar a decisão da Justiça.

“Nós, obviamente, respeitamos a decisão da Justiça e vamos aguardar que a Meca apresenta a sua versão. Já que eles permanecem, por enquanto, no comando, espero que os salários dos jogadores sejam pagos imediatamente”, disse Elidemberg.