Juiz avalia que venda do Canindé pode salvar Portuguesa das dívidas trabalhistas
Com processos em andamento, Lusa está cada vez mais próxima de perder o seu estádio
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região publicou, na manhã desta terça-feira, um relatório que aponta que a Portuguesa tem, atualmente, 139 processos
São Paulo, SP, 14 (AFI) – O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região publicou, na manhã desta terça-feira, um relatório que aponta que a Portuguesa tem, atualmente, 139 processos trabalhistas contra ela tramitando na Justiça. Destes, apenas um, no valor de R$ 47,325 milhões, de autoria do ex-jogador Tiago de Moraes Barcellos, somada a outros oito processos distintos (sete na Justiça do Trabalho e um na Justiça Comum) já está em execução.
No documento publicado, com decisões do juiz Maurício Marchetti, conta que o TRT-2 já penhorou uma área de 42 mil m² no terreno do estádio Canindé, que, assim que leiloado, saldará o primeiro processo de R$ 47, 325 milhões.
Segundo o magistrado, a venda do terreno deve ser realizada “dentro do processo”, de forma a garantir a pagamento dos trabalhadores. “Nosso objetivo é preservar o patrimônio da Portuguesa, a fim de satisfazer os credores”. Para ele, o terreno, que já está dado como garantia de pagamento, gera uma expectativa positiva para os trabalhadores que têm créditos a receber do clube. “Dessa forma, a justiça consegue proteger os trabalhadores e fazer com que eles, de fato, consigam seus intentos”.
A ação de Tiago tramita na Justiça do Trabalho desde 2002. Apesar de as partes terem chegado a um acordo em 2008, a Portuguesa pagou apenas metade da dívida, o que levou a ação novamente à vara de origem.
Os problemas fora de campo afetam diretamente a Portuguesa nos gramados. A Lusa foi rebaixada para a Série A2 do Campeonato Paulista neste ano e para a Série C do Campeonato Brasileiro no ano passado.





































































































































