Juiz aceita denúncia e lateral do Athletico-PR vira réu por homicídio culposo

Decisão é referente ao atropelamento que causou a morte de dois professores na capital carioca, no fim de 2020

Decisão é referente ao atropelamento que causou a morte de dois professores na capital carioca, no fim de 2020

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Curitiba, PR, 07 (AFI) – O lateral-direito Marcinho, do Athletico-PR, agora é oficialmente réu por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Isso porque o juiz Rudi Baldi Loewenkron, da 34ª Vara Criminal, aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), referente ao atropelamento que causou a morte de dois professores na capital carioca, no fim de 2020.

O juiz determinou a citação e intimação do jogador, de 24 anos, que, se for declarado culpado, poderá ser condenado de dois a quatro anos de prisão, pena que poderá ser aumentada por causa da omissão de socorro. Em fevereiro, a defesa do atleta pediu um acordo para evitar o início do processo, com base na não persecução penal (ANPP). A ideia era que ocorresse o arquivamento com a sua confissão e o pagamento de uma indenização. O pedido foi rejeitado pelo Ministério Público.

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O CASO

Marcinho foi denunciado pelo Ministério Público por supostamente ter atropelado e matado um casal de professores na Zona Oeste da capital carioca, no fim de 2020, enquanto jogador do Botafogo.

Alexandre Silva de Lima morreu no local enquanto Maria Cristina José Soares foi hospitalizada, mas não resistiu. De acordo com a investigação, o lateral ingeriu bebida alcoólica, estaria dirigindo em velocidade acima do permitido e fugiu sem prestar socorro, o que agrava a denúncia.

Dentro de campo, o lateral surgiu com grande destaque no time do Botafogo que foi campeão Carioca em 2018. No ano seguinte manteve o bom futebol e chegou a ser convocado por Tite para a Seleção Brasileira. Em 2020 sofreu grave lesão e passou por cirurgia, ficando de fora de boa parte da temporada.

Em março, quando Marcinho foi contratado pelo Athletico, o advogado ainda revelou que a família estava incrédula com a decisão do clube em meio à uma investigação policial. O jogador teve o contrato encerrado com o Botafogo um dia depois do acidente.