José Neves discute Lei Pelé e critica "times de empresários"

Brasília, DF, 13 (AFI) – Dirigentes do futebol brasileiro estiveram reunidos, nesta terça-feira, na Câmara dos Deputados, em Brasília, na audiência pública da comissão especial que analisa mudanças na Lei Pelé (9.615/98). Sugestões sobre o tema foram apresentadas, além de outras idéias acerca do atual momento do esporte mais popular do país.O presidente da Futebol Brasil Associados (FBA), José Neves Filho, sugeriu uma mudança específica no artigo 29 A do projeto de lei, que trata da indenização ao clube formador que, por decisão alheia à sua vontade, não puder realizar o primeiro contrato com o atleta que formou.

O texto prevê que “a indenização será limitada ao montante correspondente a cem vezes os gastos comprovadamente efetuados com a formação de cada atleta e especificado no respectivo contrato de formação”. O dirigente quer uma forma de cálculo clara. “Como é que vou calcular o que gastei com alimentação, médico, odontologia? É preciso deixar isso mais claro, para proteger o clube formador”, disse o dirigente da FBA, que é gestora da Série B do Campeonato Brasileiro.

José Neves considerou produtiva a reunião e aproveitou para comentar outro assunto que, em sua opinião, prejudica muito o cenário futebolístico nacional. “É importante este tipo de debate para o amadurecimento do nosso futebol, o melhor do mundo. Outras reuniões irão acontecer, inclusive com a presença de jornalistas, torcedores e representantes da justiça desportiva. Precisamos valorizar o futebol brasileiro e proteger os clubes, que são os formadores dos atletas”, explicou.

Em contrapartida, segundo o presidente, os clubes de um único dono devem ser observados de perto.