José Maria Marin 'troca de casa' nos Estados Unidos, mas segue preso por corrupção

Cartola foi condenado por quatro anos e já cumpriu 38 meses. Faltam portanto mais 14 meses.

Cartola foi condenado por quatro anos e já cumpriu 38 meses. Faltam portanto mais 14 meses.

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Campinas, SP, 24 (AFI) – Tudo aconteceu na semana passada, terça-feira, dia 16 de outubro, mas só virou público agora. O ex-dirigente da CBF, José Maria Marin, está de ‘casa nova’ nos Estados Unidos. Depois de ficar de castigo por dez meses ele foi transferido de uma prisão, de más condições, para uma mais tranquila para alguém de 86 anos e que cumpre pena de quatro anos por desvio de verbas e corrupção à frente da entidade nacional.

Na verdade foi uma mudança da água para o vinho. Marin agora está na prisão de Allenwood, considerada de segurança mínima e que fica no estado americano da Pensilvânia. Ela fica 300 quilômetros distante de Nova York.

Marin já detido nos Estados Unidos; 4 anos de prisão

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PRISÃO E PRISÃO…
Antes ele estava preso no Brooklyn, na megacidade de Nova York, na temida Metropolitan Detentition Center. Ela abriga presos perigosos, muitos deles aguardando julgamento.

A defesa de Marin comemorou a mudança, mesmo porque agora espera o relaxamento da prisão. Faltam mais 14 meses de prisão. Mas agora ele poderá gozar de mais comodidade, como o banho de sol, atividades físicas e culturais.

Marin cumpriu os quatro primeiros meses preso na Suíça, onde foi preso, depois pagou fiança de US$ 15 milhões e cumpriu dois anos preso em seu luxuoso apartamento no Edifício Trump Tower, na Quinta Avenida de Nova York.

FIM DE CARREIRA
José Maria Marin foi um político ligado à direita e chegou a ser governador de São Paulo nos anos 70. Na década seguinte presidiu a Federação Paulista de Futebol e depois esteve na presidência da CBF entre 2012 e 2015.

Mas a vida deste político que já nasceu em berço de ouro teve um fim triste. No dia 18 de maio de 2015 ele foi detido em Zurique, na Suíça, acusado com mais 41 pessoas no escândalo conhecido como ‘FIFAGATE.

OUTROS BRAZUCAS

J.Hawilla foi o dedo duro da turma

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Outros brasileiros também foram inclusos nestas acusações da Polícia Federal Americana – FBI – entre eles o ex-presidente da CBF, Marco Polo del Nero, e o ex-presidente Ricardo Teixeira, ex-genro de João Havelange, que presidiu a própria Fifa por 24 anos.

O estopim do ‘FIFAGATE’ foi a delação premiada de outro brasileiro, o empresário de marketing esportivo, J.Hawilla – que depois morreu de câncer.

VÁRIAS ACUSAÇÕES
Marin foi acusado por lavagem de dinheiro e fraude bancária porque aceitou subornos para ceder os direitos de transmissão e marketing de duas competições: a Copa América e a Copa Libertadores.

O desvio teria sido de US$ 200 milhões, algo em torno de R$ 800 milhões. Mas os valores totais de 20 anos de corrupção teriam rendido bilhões a J.Hawilla, que devolveu R$ 500 milhões aos cofres americanos antes de cumprir prisão domiciliar e de morrer doente.