Jornalista lança livro sobre a crise do Guarani. Confira!

Capa Livro 300Campinas, SP, 27 (AFI) – Em “Sobrevivendo à Lei Pelé: Um olhar sobre a trajetória do Guarani Futebol Clube”, o autor, Diego Vivan, mostra que a fase de autodestruição do Bugre coincide com a criação da Lei Pelé, que mudou radicalmente o relacionamento entre clube e atleta. Grosso modo, o jogador deixou de ser propriedade do time para se transformar em um funcionário, com direitos e deveres. A mudança, evidentemente, criou certas dificuldades para os clubes. Mas bons dirigentes se adaptaram bem à nova legislação, embora todos concordem que ela precisa de alguns ajustes.

O que levou o Guarani ao fundo do poço foi uma administração que ignorou a lei. Não só a Lei Pelé, mas todas as leis. O clube passou anos e anos desrespeitando todos os contratos que assinou. A Justiça apenas preservou os direitos de jogadores, técnicos e funcionários que trabalharam sem receber. O descaso prolongado gerou dívidas monstruosas e transformou em vergonha o que já foi motivo de orgulho para Campinas.

O livro mostra que outros clubes do interior paulista conseguiram não apenas sobreviver à mudança de legislação, mas também conquistar títulos de expressão nacional. Um caso particular é o Barueri, que profissionalizou o seu departamento de futebol em 2001 e conseguiu seis acessos consecutivos. Por coincidência, foi justamente em 2001 que o Guarani deu início à série de cinco rebaixamentos.

A paixão do autor deste livro pelo futebol nasceu e cresceu durante a sua infância. Para que as crianças que estão nascendo agora possam conhecer o Guarani daqui a dez anos, o clube precisa reagir e encontrar soluções para sair da crise. Se ninguém fizer nada, toda a cidade vai se perguntar em breve: “Como deixamos um campeão acabar?”.