Jonas Donizette, prefeito de Campinas, sanciona Lei para tirar Arena Ponte Preta do papel
Além das receitas com bilheterias, a Ponte terá direito, em média, a 10% do valor total que for arrecado com o entorno
A Ponte Preta dará mais um importante O prefeito de Campinas, Jonas Donizette, sancionará Lei da Arena.
Campinas, SP, 27 (AFI) – A Ponte Preta dará mais um importante passo, nesta quinta-feira, para tirar do papel seu projeto da Area Ponte Preta. A partir das 16 horas, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette, comparecerá ao Estádio Moisés Lucarelli para sancionar a lei pró-Arena, de autoria do executivo e aprovada pela Câmara Municipal por unanimidade no final de outubro deste ano. Em virtude da relevância do complexo Arena para a cidade a Ponte Preta, a assinatura será feita de maneira emblemática no Majestoso, e a lei publicada no Diário Oficial da sexta-feira.
“A partir deste ponto, poderemos marcar a assinatura da parceria com os investidores e revelar detalhes do projeto que será levado para a prefeitura e passará por várias secretarias, onde serão avaliados tanto o complexo quanto as contrapartidas necessárias para a cidade em termos de infraestrutura, meio ambiente, urbanismo, transporte e outros”, explicou o presidente Márcio Della Volpe.
Dentro de uma perspectiva otimista, todo este processo levará cerca de seis meses para ser concluído e a construção do complexo – que inclui a arena, serviços, lojas, conveniências e torres comerciais, entre outros – ser iniciada.
“Com a Arena construída, a Ponte atingirá um novo patamar, inclusive de independência financeira”, avaliou o presidente de honra Sérgio Carnielli.
MUDANÇA NA LEI
No último dia 28 de outubro, os vereadores da Câmara Municipal de Campinas aprovaram, por unanimidade, o projeto de lei em segunda votação – uma semana antes também havia sido aprovada se forma unânime em primeira votação. Após as aprovações na Câmara, o projeto foi encaminhado com caráter de urgência para o prefeito. Este, por sua vez, terá a responsabilidade de transformar o projeto em lei. Após isso, restará a publicação no Diário Oficial. Todo o processo deve ser concluído em um mês.
O projeto de lei, de autoria do próprio prefeito Jonas Donizette, altera os termos da lei de 1975 referente à doação do terreno do Jardim Eulina – onde hoje se encontra o Centro de Treinamentos da Ponte Preta – à instituição alvinegra. Nesta lei original, o terreno poderia ser utilizado apenas para fins esportivos.
Agora, o novo projeto propõe a alteração para permitir o uso do local para construção de uma Arena Multiuso bem como autoriza a Ponte a explorar no local atividades comerciais, de serviços, shows, esportivas, culturais e outras. Medida essencial, já que local deve receber a construção de um hotel, um centro de compras, estacionamento e espaço para receber shows e outros eventos.
Ainda de acordo com o projeto, a Ponte Preta terá dez anos – prorrogáveis por outros dez – para executar todas as obras a que se propõe no local. O clube também poderá ter parceiros. Para isso, no entanto, o terreno terá de ser sempre da Ponte Preta, que pretende concluir a Arena em um prazo de até três anos.
Além disso, a nova lei prevê que 2% da receita bruta da arena serão destinados ao Fundo de Assistência ao Desporto Amador e de investimentos esportivos no município. Fato que tornou-se determinante para aprovação de forma unânime pelos vereadores e também para contar com o apoio da prefeitura.
NOVA PONTE?
Embora a diretoria alvinegra mantenha os detalhes do projeto da arena em sigilo, o clube garante já ter parceiros para viabilizar o projeto. Entre a Macaca e a empresa responsável pela construção está tudo acertado. A Ponte Preta não arcará com nada na construção da nova Arena, que terá capacidade de 30 mil torcedores, e o próprio grupo de investidores cuidará diretamente com os trâmites para realização da obra. O tempo de contrato será de 30 anos.
Além da construção da Arena, o projeto engloba também a mobilidade urbana. A ideia é fazer viadutos e estradas, que ligam o centro de Campinas ao Jardim Eulina. No próprio projeto de lei, a Administração Municipal já ressalta que o projeto irá de ampliar as atividades de lazer e dos benefícios naturais que a arena poderá proporcionar à cidade, como geração de empregos e a promoção de desenvolvimento social e econômico.
A Ponte Preta terá direito, em média, a 10% do valor total que for arrecado com o uso dos estabelecimentos da Arena multiuso. Os outros 90% ficam para a empresa responsável por construir o projeto. Em dia de jogos, o clube campineiro arrecadará 100% da bilheteria.
Com a Arena Multiuso, o intuito da Ponte Preta é vender o terreno do Estádio Moisés Lucarelli. Estima-se que o terreno tenha um valor de cerca de R$ 70 milhões. O dinheiro seria investido exclusivamente no futebol do clube.





































































































































