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Guarani arranca empate emocionante contra o Cruzeiro

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Sim, jogaço! Jogo que contrariou previsões do torcedor bugrino, que temia pelo pior devido aos desfalques da equipe diante do Cruzeiro, na noite desta segunda-feira, no Estádio do Mineirão, no empate por 3 a 3.

Difícil acreditar que esse Guarani vibrante, criativo e combativo já foi modorrento e irritou o seu torcedor nas eras dos treinadores Thiago Carpini e Ricardo Catalá.

E mais: o mesmo comandante Felipe Conceição que em pouco tempo reverteu tudo, dando estrutura à equipe, abusa de contrariar a lógica e acaba bem-sucedido.

MURILO RANGEL

Para escalação da equipe, natural seria o apagado meia Murilo Rangel do jogo contra o CSA perder lugar nesta segunda-feira para o volante Lucas Abreu, que além do gol deu mais consistência ao meio-de-campo, na sexta-feira passada.

Pois Conceição, que dias atrás era ‘marrudo’ em relação a Rangel, fez questão de apostar nele e o Guarani foi recompensado com dois gols dele: primeiro e terceiro.

No primeiro, o chute, com o pé direito, teve endereço do ângulo do goleiro Fábio, aos 14 minutos. No terceiro, ele concluiu a mais bela jogada da partida, com troca de passes de Crispim e Giovanny, até o toque final dele, de forma indefensável.

Ali o Guarani chegava aos 3 a 2 e Rangel ainda teve participação em precisa finalização ao gol durante o primeiro tempo, com bola interceptada pelo zagueiro Manoel.

RENANZINHO

Se as apagadas atuações do atacante de beirada Renanzinho recomendavam banco de reservas, mais uma vez foi escalado, mas sacado no intervalo por descumprir determinação de acompanhamento ao lateral-direito cruzeirense Raul Cáceres. Por isso acabou substituído por Giovanny no intervalo, que pelas últimas apresentações fazia por merecer a titularidade.

A desatenção de Renanzinho permitiu que Cáceres, entre várias investidas ofensivas, fizesse precisos cruzamentos. No pimeiro Pottker ganhou do zagueiro Wálber, mas a bola chocou-se no travessão. No segundo, após rebote do goleiro Gabriel Mesquita, o atacante aproveitou vacilo do garoto Vitor Ramon, que ocupou o lugar de Romércio, e marcou o segundo gol de sua equipe, no empate de 2 a 2 durante o primeiro tempo.

Se na recomposição Renanzinho foi desobediente, quando teve chance clara de desempatar a partida com placar de 1 a 1, a desperdiçou, após ótimo cruzamento do meia Crispim, que alterna posicionamento como meia-direita e atacante de beirada, desta vez trocando de posicionamento com Pablo.

VICTOR RAMON

Embora emblemáticas, as decisões de Conceição dão cara ao time, no geral.

Não se explica ter deixado o zagueiro Romércio no banco, a menos que o atleta não estivesse recuperado de lesão.

A decisão de escalar o garoto Vitor Ramon foi temerária e teve preço alto, pois ele teve parcela de culpa no primeiro gol do Cruzeiro, quando em cobrança de escanteio foi disputar bola no alto com o zagueiro Manoel e perdeu, e no segundo, ao permitiu conclusão de Pottker.

ELI CARLOS

Apesar dos abusos, prevalece o bordão do saudoso ex-jogador bugrino e comentarista de futebol Eli Carlos, quando dizia que ‘o certo é que dá certo’.

Se não deu certo com Renanzinho, deu com Giovanny. Se Rangel não deveria ser o preferido, Conceição calou a todos aqueles que discordaram.

PABLO

Até pra quem não dava um tostão furado sobre o posicionamento do lateral Pablo avançado, o desmentido foi mostrado com o gol de cabeça marcado, após cruzamento de Bidu e vacilo de marcação do lateral-esquerdo Patrick Brey, do Cruzeiro, gol que havia colocado o Guarani em vantagem por 2 a 1 no Mineirão.

EXPULSÃO INJUSTA

Em futebol tem que haver espírito de lealdade, mas a simulação de Bidu de ter sofrido cotovolada de Pottker induziu o árbitro Pathrice Wallace Corrêa Maia, do Rio de Janeiro, ao erro, com expulsão do jogador cruzeirense aos 12 minutos do segundo tempo.

Em desvantagem no placar, com aparente viola em cacos, o treinador Felipão teve a exata percepção que o único jeito de ainda chegar ao empate seria apostar em jogadores altos, a começar pelo atacante Wellington, que substituiu o meia Régis.

Logo, a recomendação do banco era que a bola fosse alçada, pois o treinador percebeu deficiências de intercepção dos bugrinos nestas jogadas.

BOLA AÉREA

Como o tempo passava e o ataque cruzeirense não incomodava o Guarani, a última tacada de Felipão foi colocar o grandalhão atacante Thiago no lugar do desengonçado Sassá.

Foi aí que a estratégia de bola aérea contra a área bugrina deu resultado.

O Cruzeiro arrancou empate aos 35 minutos, em bola cruzada por Patrick Brey no primeiro pau e cabeceio de Wellington: 3 a 3.

Como o Cruzeiro ainda colocou bola na trave do goleiro Gabriel Mesquita, em cobrança de falta de Felipe Machado, pode-se dizer que o empate se ajustou perfeitamente à perseverança dele e futebol encorajado do Guarani, mesmo com os desfalques.