Botafogo eterniza Jefferson no Bandeirão de Ídolos
Ex-goleiro substitui Marlon Freitas no bandeirão após passagem marcante pelo clube.
Ídolo alvinegro, Jefferson entra no bandeirão do Botafogo em 2026 após votação popular.
Rio de Janeiro, RJ, 9 (AFI) – O Bandeirão de ídolos do Botafogo terá uma novidade a partir de 2026. Ídolo máximo do clube, Jefferson foi o escolhido da torcida para substituir Marlon Freitas, que deixou o Glorioso rumo ao Palmeiras.
O ex-goleiro comemorou o reconhecimento dos alvinegros, reforçando a importância de sua trajetória no clube.
Com a atualização, Jefferson passa a dividir espaço com nomes históricos, como Nilton Santos, Garrincha, Jairzinho, Didi, Carlito Rocha, Quarentinha, Túlio Maravilha, Gerson, Amarildo, Heleno de Freitas e Luiz Henrique.
O goleiro é presença constante nas lembranças do torcedor, não só pelas defesas em campo, mas também pela postura fora das quatro linhas.
BOTAFOGO E SUAS REFERÊNCIAS
Jefferson ficou marcado por optar pela permanência no Botafogo mesmo após o rebaixamento para a Série B em 2014, quando o clube enfrentava sérios problemas financeiros.
Apesar de ter propostas mais vantajosas, decidiu seguir no time, mesmo com o risco de perder espaço na Seleção Brasileira.
O ex-goleiro comentou sobre o momento:
“Ser lembrado pela torcida do Botafogo, mesmo depois de eu ter me aposentado, é de muita gratidão. Nunca imaginei chegar a esses números em uma grande equipe como o Botafogo. Me tornar o terceiro jogador que mais vestiu a camisa do clube e, mesmo depois de parar, ser homenageado ao lado de grandes jogadores que fizeram história no Botafogo é algo muito especial”.
DEFESA QUE VALEU OURO
Sobre sua escolha de permanecer no clube, Jefferson destacou:
“Foi uma decisão muito particular. Na época, eu tinha meus empresários e amigos por perto, mas eu sabia que a decisão seria exclusivamente minha, assim como toda a responsabilidade e os riscos que ela envolvia. Muitas pessoas ao meu redor diziam que eu deveria sair. Talvez não apenas pelo fato de o Botafogo ter caído para a Série B, mas porque eu vinha tendo uma sequência na Seleção, e aquilo poderia, de certa forma, me prejudicar futuramente”.
Mesmo em meio a salários atrasados e ambiente turbulento, Jefferson fez questão de ajudar o Botafogo a voltar para a Série A.

“Eu nunca coloquei o dinheiro à frente do meu profissionalismo, penso assim até hoje. Sempre acreditei que o dinheiro é consequência. Naquele momento, eu sentia que tinha uma dívida com o Botafogo. Eu poderia ter saído em outras ocasiões, mas naquele momento específico, não. Eu precisava fazer parte da reconstrução do clube”, afirmou. O ex-goleiro reiterou: “Foi um período conturbado, com salários atrasados e muitos problemas nos bastidores, mas eu precisava viver aquele momento e ajudar a colocar o Botafogo novamente na Série A. Graças a Deus, deu tudo certo. Muitos jogadores me ligavam para perguntar se valia a pena ir para o Botafogo, e eu dizia: ‘Pode vir, pode vir que a gente está montando um time para subir’. Eu sei que a minha permanência ali foi fundamental. Não me arrependo de nada. Tomaria a mesma decisão novamente, porque somos feitos de escolhas. E essa, sem dúvida, valeu muito a pena. Faria tudo de novo.”





































































































































