Já se vê o dedo do interino Brigatti na recuperação da Ponte Preta

Na vitória sobre o São Bento ficou caracterizada evolução técnica de jogadores

Já se vê o dedo do interino Brigatti na recuperação da Ponte Preta

0002050327728 img

A vitória da Ponte Preta sobre o São Bento por 2 a 0, na noite deste sábado em Sorocaba, teve algo a mais que esquema tático congestionado defensivamente e rapidez nos contra-ataques.

Teve notória evolução técnica de jogadores como o zagueiro Léo Santos, com atuação irreparável. Teve o lateral-esquerdo Ruam com pleno gás para acompanhar investidas pelo seu setor, assim como transição rápida ao ataque. Teve o volante João Vitor respondendo positivamente ao cobrado equilíbrio na cabeça da área, e com ele melhoria de rendimento de seu companheiro Nathan.

O preponderante para os pontepretanos foi, enfim, o atacante Júnior Santos desencantar, e a recompensa foi premiação com dois gols.

Ponte Preta em alta com João Brigatti

Ponte Preta em alta com João Brigatti

BRIGATTI

Não bastasse a evolução técnica dos citados jogadores, o dedo do treinador interino João Brigatti foi visto quando o seu time deixou de ser estático ofensivamente.

Júnior Santos, por exemplo, teve liberdade para transitar nos dois extremos do campo, por vezes até em jogadas combinadas com André Luís, pelo lado direito.

Se antes André Luís jamais foi visto intercalando deslocação para o lado esquerdo, agora isso aconteceu, tudo para confundir a marcação adversária.

Portanto, quem supunha um Brigatti restrito ao motivacional ‘vamos lá moçada’, agora confere imposições de seu estilo, com ganho considerável à Ponte Preta.

Sabiamente, com demonstração de equipe equilibrada e madura, a Ponte Preta quis avaliar nos primeiros 15 minutos qual São Bento teria pela frente.

Até então, ficou se resguardando, com raras ‘pontadas’ ofensivas.

Ao perceber que o bicho não é tão feio, que o São Bento não tem organização e se resume a bolas cruzadas à área adversária, decidiu encará-lo pra valer.

Foi pra cima e passou a criar chances, transformando o goleiro Rodrigo Viana no personagem do jogo até então, com defesas difíceis em finalizações de André Luís e Júnior Santos.

Como o gol da Ponte Preta estava maduro, ele surgiu aos 39 minutos.

O meia Murilo, que havia substituído Thiago Real, desarmou adversário no meio de campo e, incontinente, lançou Júnior Santos, que, em chute cruzado, não deu chance de defesa a Rodrigo.

SEGUNDO TEMPO

De nada adiantou o São Bento se atirar decisivamente ao ataque após o intervalo. Foi quando a Ponte habilmente contra-atacou.

E logo aos nove minutos ampliou a vantagem quando Igor Vinícius serviu Júnior Santos, livre, que empurrou a bola à rede.

A Ponte era tão soberana na partida que o seu goleiro Ivan só foi exigido aos 17 minutos, quando o narrador do SporTV não informou quem finalizou, e também não conferimos.

No desdobramento daquela jogada, Júnior Santos retribuiu ao lateral Igor o passe açucarado para complemento, mas o chute foi pra fora.

Depois disso a Ponte administrou a vantagem e o São Bento não ameaçou.