Internacional 2 x 0 Grêmio - Não foi desta vez, Felipão!
O treinador segue sem poder esquecer do 7 a 1, enquanto que o Colorado pula para a vice-liderança
O treinador segue sem poder esquecer do 7 a 1, enquanto que o Colorado pula para a vice-liderança

Porto Alegre, RS, 10 (AFI) – Não foi desta vez que o técnico Luiz Felipe Scolari pôde esquecer da goleada sofrida pela Alemanha, por 7 a 1, na Copa do Mundo. Em sua reestreia como técnico do Grêmio, o Tricolor acabou sendo derrotado pelo Internacional pelo placar de 2 a 0. Os gols do Colorado foram marcados por Aránguiz e Cláudio Wink. A partida foi realizada na tarde deste domingo, no Estádio do Beira-Rio, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Com a vitória, o Internacional entra de vez na briga pela liderança. Com o empate do Fluminense diante do Coritiba por 1 a 1, o Colorado, que vem de quatro vitórias seguidas, pulou para a segunda colocação com 28 pontos, dois a menos do que o Cruzeiro, que já começa a ver a primeira colocação ameaçada.
O Grêmio, por sua vez, segue em sua fase negra. O Tricolor acumula três derrotas seguidas e continua longe de almejar, ao menos, uma vaga na Copa Libertadores, já que está na 11ª colocação com 19 pontos, a sete do Fluminense, quarto colocado.
PRIMEIRO TEMPO DISPUTADO
Scolari, que ainda está conhecendo o grupo de jogadores que vai comandar, surpreendeu ao escalar neste domingo um time bem diferente do que vinha jogando. Na defesa, o volante Ramiro foi para a lateral direita, o zagueiro Werley voltou a ser titular, o lateral-direito Pará foi transferido para a esquerda. No meio de campo, o novato Wallace foi aposta para o lugar de Edinho, Fellipe Bastos no de Riveros e Rodriguinho no de Luan. O adversário, Abel Braga, estava com o Internacional montado, e não recorreu a alterações importantes.

Diante de um adversário tido como favorito, pelo diferente momento que os dois times vivem, o time tricolor segurou o adversário enquanto pôde e não teve recursos para abrir a defesa colorada, limitando-se a alguns arremates de longe. O Internacional, por sua vez, contou mais uma vez com a inspiração de seus destaques Aránguiz, Alex e D’Alessandro. O trio demorou para se desvencilhar da marcação gremista, mas quando abriu o caminho, no segundo tempo, passou a comandar as ações.
Depois de um leve predomínio do Internacional nos dez minutos iniciais, o Grêmio equilibrou o jogo controlando bem os movimentos de Aránguiz, Alex e D’Alessandro. Mas se ia bem na marcação, os tricolores tinhas tanta dificuldade quando o adversário para criar jogadas de ataque. Ao longo de todo o primeiro tempo, o torcedor viu raras jogadas de área e apenas algumas tentativas de chutes de longe, quase sempre desviadas ou fracas, que não deram trabalho aos goleiros. Aos 37 minutos, Dudu recebeu a bola livre, mas chutou para fora.
DEU COLORADO!
O duelo dos técnicos também teve lances no intervalo. Scolari substituiu Rodriguinho por Fernandinho com a intenção de abrir mais o jogo pelas pontas. O Internacional já estava voltando para o campo quando Abel também optou por uma troca, de Wellington Silva por Cláudio Winck, ambos laterais-direitos.

As substituições não mudaram o ritmo do jogo, que continuou truncado e sem lances de área. Mas aos 16 minutos, em jogada coletiva, a qualidade técnica do Internacional fez a diferença. Alex avançou a dribles até lançar Fabrício, que, de ponta esquerda, cruzou para Aránguiz desviar, de cabeça, para as redes, sem qualquer chance para Marcelo Grohe defender.
Estabelecida a vantagem colorada, o Grêmio se obrigou a se arriscar mais e o trio criativo do Internacional, formado por Aránguiz, Alex e D’Alessandro, passou a encontrar espaços para jogar, a ponto de levar a torcida a gritar “olé” em algumas trocas de passes.
Enquanto o Grêmio só conseguia rondar a área adversária, o Internacional era mais perigoso a cada contra-ataque. Aos 39 minutos D’Alessandro lançou Cláudio Winck às costas da zaga adversária. O lateral se livrou de um marcador que chegou para a cobertura, escolheu o canto e chutou para definir o placar e o início de mais uma festa colorada. A torcida não se conteve e passou a cantar “fica, Felipão”.





































































































































