Insegurança brasileira, na política e na economia, também refletem no Futebol
No campo de jogo, nas 4 linhas aonde se joga o futebol, por incrível que pareça, esses fatos não deveriam entrar mas estão influenciando.
Os clubes não contratam jogadores de qualidade, ao contrário só falam em vender, para pagarem as suas contas e diminuírem os rombos das dívidas.
Campinas, SP, 6 (AFI) – O Brasil vive um clima de insegurança muito grande. A economia está recessiva, a inflação desenfreada, o desemprego aumentando, o crédito diminuindo e os juros lá no alto. A política não se acerta, com o PT brigando com o PT, isto é, o Lula criticando a administração da Dilma, e o PMDB com Renan Calheiros no Senado e Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados, dificultando os andamentos normais dos processos. Para culminar com o grau de dificuldades que o País atravessa, depois do Mensalão chegou a corrupção do Lava Jato.
No campo de jogo, nas 4 linhas aonde se joga o futebol, por incrível que pareça, esses fatos não deveriam entrar mas estão influenciando. Os clubes não contratam jogadores de qualidade, ao contrário só falam em vender, para pagarem as suas contas e diminuírem os rombos das dívidas. Com isso os times sofrem, fazendo com que os treinadores se armem nas defesas e só falam que é preciso não tomar gols.
O treinador Vanderlei Luxemburgo, depois da vitória do Cruzeiro contra o Atlético Paranaense, declarou que o futebol está muito igual e que o seu time marca muito, começando com os atacantes que não podem deixar a defesa contrária sair jogando. Ora, para o Luxemburgo dizer isso, logo ele que sempre colocou os seus times no ataque, é sinal de insegurança.
No empate de Corinthians e Goiás, o locutor Cléber Machado e o comentarista Casagrande resenharam muito sobre a história dos jogos dos dois times de 1984, 1985, falando dos gols do Sócrates e do próprio Casagrande, deixando o comentário do jogo em si, em segundo plano. É mais seguro falar do acontecido, do que poderá acontecer no jogo, com a bola rolando.
Com a janela das transferências para o exterior aberta, os jogadores também se sentem inseguros de entrar em campo e sofrerem lesões, como o caso do meia da Ponte Preta Renato Cajá, que forçou o terceiro cartão amarelo contra o Corinthians e assim não viajou para Cuiabá e não enfrentou o Palmeiras.
Essas transferências são oportunidades para alguns deles fazerem as suas independências financeiras. Até os árbitros estão inseguros, distribuindo cartões à vontade para qualquer reclamação. Esse cenário de insegurança, penso eu, será o que estará no nosso futebol até o final dessa temporada. Fazer o que…
“PARA JOGAR FUTEBOL NÃO SE DEVE SOFRER, O QUE SE FAZ SOFRENDO NÃO PODE SAIR BEM”
Charles Rexach ex-jogador do Barcelona no livro: Pensar com os pés.





































































































































