Incoerente, presidente do Guarani agora lamenta suspensão da Assembleia Geral
Na semana passada, Ricardo Moisés defendeu o adiamento da votação por considerar o 'momento inoportuno'
Na semana passada, Ricardo Moisés defendeu o adiamento da votação por considerar o 'momento inoportuno'
Campinas, SP, 24 (AFI) – Poucas horas depois do suspensão da Assembleia Geral de Sócios, a qual poderia culminar no impeachment dos cinco membros do Conselho de Administração (CA), o presidente do Guarani, Ricardo Miguel Moisés, compareceu à sala de imprensa do Brinco de Ouro da Princesa para fazer um balanço da reunião.
O cartola, em entrevista, demonstrou insatisfação em relação à postergação do processo para 2 de dezembro, segunda-feira. E foi incoerente em suas declarações.
ERA A FAVOR DA SUSPENSÃO
O curioso é que, na última semana, o dirigente cobrou bom senso dos associados com o argumento de que a votação de possíveis irregularidades era em ‘momento inoportuno’. Segundo ele, na ocasião, a queda do CA impactar negativamente no rendimento do Bugre em campo – o clube, antes lanterna, engatou quatro vitórias nos últimos cinco jogos e escapou da zona de rebaixamento.
“A vontade dos sócios é soberana e temos de respeitar. Particularmente, não gostei deste adiamento. A partir de hoje, é vida nova. Foco total do Conselho de Administração é no prosseguimento da Série B para terminarmos com tranquilidade. Mas não gostei da decisão”, pontuou, contrariando a sua própria posição na semana passada.
E completou:
“O Guarani vem se fortalecendo para terminar o campeonato muito bem. Não temo nenhum tipo de retaliação, nem a continuidade do meu trabalho. Trata-se de uma opinião minha. Deixei bem claro que a vontade dos sócios é soberana”.
SER OU NÃO SER ?
A decisão pelo adiamento da Assembleia – por 111 votos a 36 – representa, na visão de Ricardo Moisés, o fortalecimento do atual Conselho de Administração. Na verdade, a oposição provou na votação que teria votos suficientes para estabelecer qualquer medida que considerasse necessária. Inclusive o próprio pedido de impeachment.
“A votação fortalece muito o Conselho de Administração. O que deixa claro para mim é que, se os fatos que embasaram o pedido do impeachment fossem consistentes e tivessem fundamento, ontem mesmo os sócios teriam votado pelo afastamento dos membros”, celebrou.
SUPERINTENDENTE E REFORÇOS
Ao contrário, ele acha que não pode perder o cargo.
“Os fatos não suficientes para o impeachment e não têm embasamento. Ficou evidente que foi uma movimentação política e isso prejudicaria o Guarani. Os sócios, conscientemente, não votariam a favor do pedido e, por isso, foi adiado”, arrematou.
Ricardo Moisés disse ainda que pretende contratar um superintendente de futebol e ainda buscar reforços, que dependem dos pedidos e carências do time apontados pelo técnico Thiago Carpini. Este, por enquanto, continua como interino.
“Vamos aguardar jogo a jogo” – justificou o dirigente.
EM CAMPO
Embalado nas mãos do técnico interino Thiago Carpini, o Guarani volta a campo nesta terça-feira, a partir das 19h15, diante do Criciúma, em Campinas, em novo duelo direto por permanência na segunda divisão nacional.
O lateral-direito Lenon, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, é desfalque confirmado. Por outro lado, Thallyson retorna ao time titular na ala canhota.





































































































































