Importância da alimentação saudável para jogadores de futebol

Saiba os alimentos ideais para os atletas

Vitaminas A, C e E são fundamentais

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Alimentação no futebol

Campinas, SP, 12 (AFI) – Muito se fala sobre a importância da alimentação saudável. Mas será que a dieta dos jogadores de futebol é adequada? Engana-se quem acredita que sim, apenas por serem pessoas que precisam cuidar mais da saúde, já que o corpo é o instrumento de trabalho.
Há 10 anos, a Faculdade de Medicina da USP apresentou uma pesquisa que mostrava que parte dos atletas de futebol ingeria menos nutrientes do que o necessário. Embora não haja um estudo atualizado sobre o tema, é possível se imaginar que ainda exista uma parcela dos jogadores que não se alimenta como deveria.

FALTA DE VITAMINAS A, E, C

Segundo a pesquisa que está na Agência USP de Notícias, nenhum jogador ingere as vitaminas A e E recomendadas. No caso da vitamina C, cerca de 35% dos atletas possuem deficiência do nutriente.
Na população em geral, essas vitaminas ajudam em uma série de processos do organismo, incluindo manter o corpo livre de radicais livres, prevenir o envelhecimento precoce das células e aumentar a imunidade.
Para os atletas, os nutrientes têm papel ainda mais importante, pois o desgaste físico faz com que o corpo precise dessas substâncias. Quando a alimentação é inadequada, há maiores chances de a pessoa sofrer um estresse oxidativo, ou seja, ter um desequilíbrio biológico que pode interferir nas defesas. Consequentemente, o jogador possui mais facilidade para adoecer, aumentar as inflamações e sofrer lesões.

PARA QUE SERVE E COMO ENCONTRAR

Basta uma ida rápida a uma farmácia para ver que há várias vitaminas em cápsulas, incluindo as A, E e C. Porém, elas só são indicadas quando o indivíduo não consegue obter os nutrientes de maneira natural. Em outras palavras, em geral, uma estruturação na dieta é suficiente para garantir ao corpo tudo o que ele precisa.
Vale notar que isso não é recomendado apenas para jogadores profissionais. Ainda que eles precisem mais, todos devem manter uma dieta balanceada para conseguir estes benefícios:
● Vitamina A: tem ação antioxidante, ação anti-inflamatória, melhora o sistema imunológico, mantém os tecidos oculares saudáveis e ajuda na formação de colágeno;
● Vitamina E: aumenta a imunidade, melhora a saúde da pele e do cabelo, previne doenças cardiovasculares e garante mais força muscular;
● Vitamina C: tem ação antioxidante, diminui o colesterol LDL (“colesterol ruim”), melhora a absorção de ferro e ajuda a rejuvenescer a pele. O ponto positivo é que esses nutrientes podem ser encontrados em vários alimentos, o que permite consumir o que gosta, e cabe no bolso, além de garantir mais saúde. As principais fontes são:
● Vitamina A: cenoura, abóbora, manga, melão, couve-manteiga, pimentão vermelho, salmão, atum, bife de fígado, ovo e queijo minas;
● Vitamina E: avelã, azeite, castanha do pará, amendoim, abacate, ameixa, mamão, óleo de girassol e manga;
● Vitamina C: brócolis, goiaba, acerola, kiwi, laranja, morango, limão, uva e pimentão amarelo.

Vale notar que as frutas e hortaliças possuem uma época específica, ou seja, quando elas podem ser naturalmente colheitas, sem precisar de produtos. Como a safra é menor, isso também reflete nos preços.
Segundo estas ofertas de supermercados de janeiro, por exemplo, entre as frutas mais baratas estão laranja, maçã e melancia. No Natural da Terra, uma unidade de melancia pode sair por R$ 1,99, enquanto o valor normal costuma ser R$ 3,99.
Por sua vez, no Hortifruti Oba, é possível levar um saco de cinco quilos de laranja pera por R$ 14,99. Já o quilo da maçã custa em média R$ 12 durante o mês de janeiro. Além das vantagens para o orçamento, escolher os alimentos da estação é mais saudável, já que uma colheita natural significa menos componentes químicos.
Como se percebe, os mercados estão cheios de opções para quem quer se alimentar bem. Até porque, os nutrientes são essenciais para uma vida plena, principalmente para quem pratica exercícios físicos.