Impeachment de Augusto Melo: Corinthians terá nova eleição em 2025

Conselho do Corinthians definirá novo presidente após impeachment de Augusto Melo.

Após destituição de Augusto Melo, Corinthians prepara eleição indireta para novo presidente em 2025.

Foto: Fernando Bueno/Corinthians
Foto: Fernando Bueno/Corinthians

São Paulo, SP, 11 (AFI) – O Corinthians vive novo capítulo em sua política após o impeachment de Augusto Melo. O clube terá uma eleição indireta para escolher seu novo presidente, que será conduzida pelo Conselho Deliberativo. Por ora, o presidente interino, Osmar Stabile, segue no comando até a definição do sucessor, sem data marcada para a votação.

Somente conselheiros vitalícios e trienais poderão votar e concorrer ao cargo no pleito que vai definir quem assume a presidência até o final de 2026, prazo previsto para o término da gestão de Melo, eleito em 2023.

ELEIÇÃO NO CORINTHIANS APÓS IMPEACHMENT

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Augusto Melo. Foto: Reprodução/Instagram/@augustomelooficial

O afastamento de Augusto Melo teve início em 26 de maio, e desde então, Osmar Stabile ocupa o posto de presidente interino. Stabile já manifestou interesse em disputar a eleição. O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, ainda não anunciou quando será realizada a votação, mas garantiu que o calendário será divulgado em breve.

O mandato do presidente eleito será temporário, apenas para concluir o ciclo até 2026.

ESCÂNDALO VAIDEBET E ACUSAÇÕES ENVOLVENDO AUGUSTO MELO

A queda de Augusto Melo foi motivada por denúncias de irregularidades no contrato de patrocínio com a casa de apostas VaideBet, suspeita de infrações à Lei Geral do Esporte e descumprimento do Estatuto do clube. O ex-presidente se tornou réu após decisão da Justiça, acusado de associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto.

Segundo o Ministério Público, “está muito claro os caminhos tortuosos e ilegais que o dinheiro percorreu a partir do momento em que saiu dos cofres corintianos” para pagamento de comissão pela suposta intermediação do contrato. A denúncia aponta que mais de R$ 1 milhão teria passado por empresas de fachada e sido usado para lavagem de capitais.

Melo encerrou uma sequência de 16 anos do grupo Renovação e Transparência no poder e conquistou o título paulista de 2025, mas não resistiu às polêmicas e à pressão interna.